
“Diálogos sinceros”: Xi afirma ter chegado a um entendimento comum com Trump sobre muitos assuntos
O líder chinês afirmou que Pequim e Washington se encontram «perante mais um momento histórico nas relações» bilaterais.
O presidente da China, Xi Jinping, afirmou esta quinta-feira que ele e o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, mantiveram conversas sinceras e profundas que resultaram num entendimento comum sobre várias questões.
«Hoje, o presidente Trump e eu tivemos conversas sinceras e profundas e chegámos a um entendimento comum sobre muitos assuntos. Isto veio enriquecer a relação construtiva entre a China e os EUA em matéria de estabilidade estratégica e proporcionou uma nova orientação estratégica para as relações», declarou Xi durante um jantar de Estado na Casa Branca.
O líder chinês referiu que ambas as nações se encontram hoje «perante outro momento histórico» para as relações bilaterais. Nesse sentido, salientou que, enquanto o líder norte-americano se comprometeu a tornar os Estados Unidos grandes novamente e tem liderado o seu povo em avanços significativos, «a China está empenhada em alcançar um grande renascimento nacional, e a modernização chinesa não tem deixado de abrir novos caminhos».
«Estes dois objectivos são ambiciosos e, sem dúvida, podem reforçar-se mutuamente», acrescentou.
Ao mesmo tempo, salientou que Pequim e Washington devem agir como grandes potências responsáveis, corresponder às expectativas dos seus povos, acompanhar as tendências da época e explorar uma nova abordagem de coexistência entre grandes nações.
«A amizade entre os dois povos é uma causa digna e muito promissora. Vamos dar as mãos e avançar juntos. Juntos, cultivemos as belas flores da amizade sino-americana. Juntos, escrevamos um novo capítulo nas nossas relações de amizade», afirmou.
Além disso, recordou que, há mais de 80 anos, ambos os povos «lutaram lado a lado contra os agressores militaristas japoneses», abrindo a famosa Rota Aérea do Corcunda sobre o Himalaia. Xi salientou que soldados e civis chineses resgataram centenas de pilotos norte-americanos durante a guerra de resistência, à custa de centenas de milhares de vidas chinesas.
«Essa amizade, forjada no sangue e no fogo, irá, sem dúvida, perdurar ao longo das gerações», acrescentou.
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