
Empresa que geriu fundos para um filme sobre Bolsonaro recebeu dinheiro do crime organizado
Para além das revelações sobre a empresa utilizada para transferir fundos para a produção de «Dark Horse» e sobre Bolsonaro, o ministro das Finanças do Brasil alertou para as ligações cada vez mais fortes entre empresas e bancos e o crime organizado.
O ministro das Finanças do Brasil, Dario Durigan, afirmou que a empresa que transferiu fundos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu dinheiro do crime organizado. As declarações surgem no âmbito da terceira fase da Operação Carbono Oculto, que está a decorrer com o objectivo de desmantelar redes de branqueamento de capitais.
De acordo com declarações de Durigan, a Entre Investimentos e Participações, empresa utilizada para transferir dinheiro entre o banqueiro Daniel Vorcaro e a produção de Dark Horse, o filme sobre a trajectória política do ex-presidente golpista Jair Bolsonaro, foi utilizada para a lavagem de dinheiro e a ocultação de activos.
🔴 El "Caso Master" involucra a Flávio Bolsonaro, hijo del expresidente Jair Bolsonaro, investigado por posibles delitos de corrupción relacionados con la financiación de la película "Dark Horse". La crisis interna en el Supremo llevó a Fachin a asumir la responsabilidad del…
— teleSUR TV (@teleSURtv) September 11, 2026
«Estamos a falar de um administrador, um grupo empresarial, que é o Grupo Entre, que recebia dinheiro tanto do Master como do crime organizado e que tudo ia para o mesmo bolso. E esses recursos eram utilizados para ocultar activos, branquear dinheiro e corromper», salientou o ministro, reiterando: «Estamos a falar do mesmo fundo, do mesmo bolso para onde acabavam por ir parar os dinheiros provenientes de diferentes fontes: seja do Master, do crime organizado ou de figuras que já têm acordos de confissão junto do Ministério Público de São Paulo ou do Ministério Público Federal».
Durigan revelou que a empresa teria sido utilizada para transferências relacionadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e considerou o grupo como uma espécie de «lavandaria» do crime organizado no seio do sistema financeiro. Para o ministro, a investigação revela um ambiente com múltiplas camadas que dificultam o acompanhamento e procuram ocultar a origem e o destino dos montantes.
Especificou que o montante identificado na terceira fase do programa «Carbono Oculto» ascende a 11 000 milhões de reais.
A Operação Carbono Oculto foi lançada esta quinta-feira pelo Gaeco (Grupo de Ação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo e pela Receita Federal. Foram executados mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.
El ministro de Hacienda de Brasil, Dario Durigan, afirmó que la empresa que transfirió recursos a una película sobre el expresidente Jair Bolsonaro recibió dinero del crimen organizado.
— André Vieira (@AndreteleSUR) September 24, 2026
Durigan hizo estas declaraciones tras la tercera fase de la Operación Carbono Oculto,… pic.twitter.com/tONuUNo0on
Entre os alvos da operação encontram-se Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-director do Banco Genial, e o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, de Minas Gerais, proprietário da Entre Investimentos.
O ministro Durigan alertou para as ligações crescentes entre o crime e o sistema financeiro. «Estamos a constatar que muitas fintechs, muitos bancos e muitos gestores não só não comunicam com outras autoridades, como foram cooptados e estão ao serviço do crime organizado», afirmou.
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