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Equador mobiliza 10 mil militares em diferentes províncias do país

O Ministério da Defesa anunciou a "Ofensiva Total" em Guayas, Los Ríos e Manabí, enquanto persistem as críticas por abusos e pelo aumento da violência no país.

O Governo do Equador anunciou nesta quinta-feira o envio de cerca de 10 mil militares às províncias de Guayas, Los Ríos e Manabí, como parte de uma operação denominada “Ofensiva Total”

A medida, apresentada pelo Ministério da Defesa, visa combater as estruturas criminosas que operam na região costeira, considerada a mais afetada pela violência no país.

O Ministério da Defesa do Equador informou que a operação está a ser realizada sob objectivos confidenciais e prevê a intervenção em setores prioritários, definidos com base em análises de inteligência militar. 

De acordo com o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, o alto comando militar se instalará por tempo indeterminado na província de Guayas, com o objectivo de dirigir as acções a partir do território que concentra os maiores índices de homicídios e crimes relacionados ao crime organizado.

Num boletim oficial, o Ministério da Defesa advertiu que «a prisão ou o inferno» será o destino daqueles que colocarem em risco a segurança das famílias equatorianas.

Os números, no entanto, mostram um panorama alarmante. O Equador encerrou o ano de 2025 com mais de nove mil assassinatos e uma taxa de cerca de 52 homicídios por cada 100 mil habitantes, de acordo com estimativas preliminares do Observatório do Crime Organizado. Esses números colocam o país entre os mais violentos da região, superando até mesmo nações com um longo histórico de conflitos internos.

O aumento das mortes violentas manteve-se apesar das medidas de militarização, dos estados de exceção e de outras disposições adotadas pelo governo do presidente Daniel Noboa.

Organizações de direitos humanos e ativistas têm questionado duramente essas políticas, apontando que elas têm resultado em abusos, detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados. Para estes setores, a estratégia oficial concentra-se no uso da força sem atender às causas estruturais da violência, como a desigualdade social, a falta de oportunidades e a penetração do narcotráfico nas instituições.

Fonte:

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