Equador mobiliza 10 mil militares em diferentes províncias do país
O Ministério da Defesa anunciou a "Ofensiva Total" em Guayas, Los Ríos e Manabí, enquanto persistem as críticas por abusos e pelo aumento da violência no país.
O Governo do Equador anunciou nesta quinta-feira o envio de cerca de 10 mil militares às províncias de Guayas, Los Ríos e Manabí, como parte de uma operação denominada “Ofensiva Total”.
A medida, apresentada pelo Ministério da Defesa, visa combater as estruturas criminosas que operam na região costeira, considerada a mais afetada pela violência no país.
O Ministério da Defesa do Equador informou que a operação está a ser realizada sob objectivos confidenciais e prevê a intervenção em setores prioritários, definidos com base em análises de inteligência militar.
De acordo com o ministro da Defesa, Gian Carlo Loffredo, o alto comando militar se instalará por tempo indeterminado na província de Guayas, com o objectivo de dirigir as acções a partir do território que concentra os maiores índices de homicídios e crimes relacionados ao crime organizado.
Num boletim oficial, o Ministério da Defesa advertiu que «a prisão ou o inferno» será o destino daqueles que colocarem em risco a segurança das famílias equatorianas.
El Ministro de Defensa Nacional, @MinLoffredoEc, dispuso el traslado del Alto Mando Militar a la ciudad de Guayaquil de manera indefinida.
— Ministerio de Defensa Nacional del Ecuador (@DefensaEc) January 16, 2026
➡️Cerca de 10.000 militares ejecutan una ofensiva directa contra los criminales.
La ofensiva se desarrolla bajo objetivos reservados y… pic.twitter.com/9vzaqmBITN
Os números, no entanto, mostram um panorama alarmante. O Equador encerrou o ano de 2025 com mais de nove mil assassinatos e uma taxa de cerca de 52 homicídios por cada 100 mil habitantes, de acordo com estimativas preliminares do Observatório do Crime Organizado. Esses números colocam o país entre os mais violentos da região, superando até mesmo nações com um longo histórico de conflitos internos.
Continúa llegando parte del contingente militar que se empleará en la “Ofensiva Total”. 💪🏻
— Ministerio de Defensa Nacional del Ecuador (@DefensaEc) January 16, 2026
➡️Cerca de 10.000 efectivos ejecutan esta ofensiva directa contra los criminales en Guayas, Manabí y Los Ríos.
Esto, tras la disposición del @MinLoffredoEc de trasladar al Alto Mando… pic.twitter.com/OW8ybce44L
O aumento das mortes violentas manteve-se apesar das medidas de militarização, dos estados de exceção e de outras disposições adotadas pelo governo do presidente Daniel Noboa.
Organizações de direitos humanos e ativistas têm questionado duramente essas políticas, apontando que elas têm resultado em abusos, detenções arbitrárias e desaparecimentos forçados. Para estes setores, a estratégia oficial concentra-se no uso da força sem atender às causas estruturais da violência, como a desigualdade social, a falta de oportunidades e a penetração do narcotráfico nas instituições.
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