Cuba

Estudo de intervenção com imuno-modulador cubano contra arbovírus

Havana,, (Cuba Soberana) Um estudo de intervenção concebido para avaliar, em condições reais, a capacidade do medicamento cubano Biomodulina T para prevenir contágios graves e mitigar as sequelas inflamatórias provocadas pelo vírus chikungunya está a ser realizado hoje nesta capital.

Desenvolvida pelo Centro Nacional de Biopreparados (BioCen) e no mercado há 20 anos, a Biomodulina T é um imuno-modulador de produção nacional, cujo objectivo é fortalecer as defesas naturais do organismo neste cenário epidémico.

Os idosos são caracterizados por um processo chamado imunossenescência, ou seja, o envelhecimento do sistema imunológico.

Este fenómeno natural torna as defesas menos eficazes no combate a infecções e, ao mesmo tempo, mais propensas a reacções inflamatórias excessivas, disse ao jornal Granma Alexis Labrada Rosado, director de Investigação e Desenvolvimento do BioCen.

O chikungunya, precisamente, pode desencadear uma inflamação crónica e debilitante nas articulações. Portanto, fortalecer e modular o sistema imunológico nesta faixa etária não é apenas uma opção, mas uma necessidade de saúde pública.

A Biomodulina T actua como um potente regulador do sistema imunológico. O seu mecanismo principal é a capacidade de regenerar as células T, que são as células fundamentais do sistema imunológico adaptativo, aquele que aprende e lembra os patógenos.

Ao estimular essas células, o medicamento não ataca o vírus directamente, mas prepara o sistema imunitário para enfrentar uma infecção viral e, dessa forma, pode limitar os danos, descreveu.

A hipótese científica é que, ao estar mais bem preparado, o organismo controla melhor a replicação viral (a viremia), o que se traduz numa doença mais curta, menos grave e com menos sequelas a longo prazo.

Na intervenção, a cargo do Instituto de Imunologia, Hematologia e Imunologia (IHI), participam cerca de 700 pessoas entre 70 e 74 anos, uma faixa etária de alta vulnerabilidade, com o objectivo de avaliar o possível efeito terapêutico em pessoas que já sofreram de chikungunya e apresentam sequelas.

Se os resultados forem positivos, abrir-se-á um novo caminho para aliviar a dor e a limitação funcional que afectam a qualidade de vida de milhares de cubanos após a infecção, explicou a Dra. Odalis María de la Guardia, especialista de segundo grau em Imunologia do IHI.

Estamos a fazer um estudo de intervenção, porque já são medicamentos conhecidos, porque é uma doença conhecida e o objectivo imediato é melhorar a qualidade de vida e a saúde do grupo populacional selecionado, aproveitando o potencial de um medicamento seguro.

Paralelamente, são recolhidos dados científicos para comparar esquemas de administração e fortalecer as evidências sobre a sua eficácia neste contexto específico.

Esta intervenção não testa um produto novo, explica, mas aplica, de forma organizada e monitorizada, tratamentos já existentes e seguros, com um objetivo protetor e terapêutico diante de uma necessidade epidemiológica concreta, ao mesmo tempo que gera conhecimento para a tomada de decisões futuras.

Fonte:

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