As dificuldades e o muito que ainda há por fazer continuam a ser as diretrizes da Revolução.
Fidel, no centenário do seu nascimento, adverte e convoca, como em 1959, um povo que não se rende nem se renderá jamais.
Em 8 de janeiro de 1959, após navegar por um mar de gente por mais de mil quilómetros, a Caravana da Liberdade chegou a Havana, com o Comandante em Chefe Fidel Castro Ruz à frente, para iniciar o complexo processo da Revolução no poder.
Milhões de cubanos acompanharam a comitiva que trazia os barbudos da Sierra Maestra, uma nova geração de mambises que desta vez alcançaram a plena independência da ilha.
Era o início de uma nova Cuba. Sessenta e sete anos após o acontecimento que abalou todo um país, janeiro volta com sua carga de sonhos e metas a cumprir, em uma nação que continua guerreira no presente, comprometida com o seu futuro.
E o faz, em meio a grandes desafios, confirmando o que o Líder da Revolução expressou naquele dia: «A tirania foi derrubada. A alegria é imensa. E, no entanto, ainda há muito a fazer. Não nos iludimos acreditando que daqui para a frente tudo será fácil; talvez daqui para a frente tudo seja mais difícil. Dizer a verdade é o primeiro dever de todo revolucionário».
Quantas verdades, quanta certeza nessas palavras. Num país assolado pela miséria, assim que começaram as transformações revolucionárias em cumprimento ao Programa do Moncada, o inimigo histórico do nosso povo, os Estados Unidos, deu início a uma política destinada a pôr fim à triunfante epopeia transformadora.
Somente um povo como o nosso, temperado no fragor da batalha e guiado pelos ensinamentos de Fidel, foi capaz de resistir a tantas pressões e tantas adversidades.
Hoje, os desafios são diferentes. O império, encorajado, desempoeirou novamente a Doutrina Monroe para assumir o controle do que José Martí chamou de Nossa América. Para isso, recorre a todo o vasto arsenal à sua disposição e à violação descarada das leis e dos princípios que regem as relações internacionais.
Os recentes acontecimentos na Venezuela, que incluíram a agressão militar e o sequestro do seu legítimo presidente, Nicolás Maduro, demonstram-no. O cinismo imperial não esconde a sua pretensão de, chegada a hora, dar o tiro de misericórdia à Revolução Cubana.
Nesta hora de fornalha, em que não se deve ver mais do que a luz, como disse o nosso Herói Nacional, e quando a Pátria está em perigo, Fidel, no centenário do seu nascimento, adverte e convoca, como em 1959, um povo que não se rende nem se renderá jamais.
Fonte:


