EUA realizam outro ataque «letal» no Pacífico e matam quatro pessoas (VÍDEO)
O bombardeamento foi justificado com base em relatórios de inteligência.
O Comando Sul dos EUA informou nesta quinta-feira que, por ordem do secretário da Guerra, Peter Hegseth, forças militares do seu país perpetraram um “ataque cinético letal” contra uma pequena embarcação nas águas do Oceano Pacífico, que resultou na morte de quatro pessoas.
“A 4 de dezembro, sob a direcção do secretário da Guerra Pete Hegseth, a Força-Tarefa Conjunta ‘Southern Spear’ realizou um ataque cinético letal contra um navio em águas internacionais operado por uma Organização Terrorista Designada”, diz parte da mensagem publicada pela entidade militar no seu perfil no X.
Foi também indicado que, em consequência do bombardeamento, morreram quatro indivíduos — que foram rotulados como “narcoterroristas” — que estavam a bordo da lancha.
#ÚLTIMAHORA🇺🇸📷EE.UU. realiza otro ataque "letal" en el Pacífico y mata a 4 personas pic.twitter.com/mNocwOujDV
— Cuba Soberana #Cuba #CubaVsBloqueo #FidelVive (@cuba_soberana_) December 5, 2025
Não foi especificado a que entidade do narcotráfico pertencia o barco destruído nem o local exato do ataque. Em vez disso, foi dito que «os serviços de inteligência confirmaram que o navio transportava narcóticos ilícitos e transitava por uma rota conhecida de narcotráfico no Pacífico oriental».
Denúncias
Desde o início de setembro até o momento, os EUA atacaram 22 embarcações no mar do Caribe ou no oceano Pacífico, causando a morte directa de mais de 80 pessoas e em meio a acusações sobre a ilegalidade dessas ações, produzidas no contexto de uma agressão contra a Venezuela.
Perante isto, o Pentágono defendeu a sua actuação, afirmando que cada “ataque cinético” realizado pelo seu país no “hemisfério ocidental” foi contra “organizações terroristas designadas” por Washington e “em defesa dos interesses nacionais vitais dos EUA”, conforme esclareceu na terça-feira a secretária de imprensa do órgão, Kingsley Wilson.
Segundo a funcionária, as operações bélicas do Comando Sul — que foram classificadas como crimes de guerra e execuções extrajudiciais pela Venezuela e outros países como Cuba, Colômbia, Nicarágua, além de especialistas da ONU — “são legais tanto segundo o direito norte-americano como o internacional, e todas as ações cumprem o direito dos conflitos armados”.
Pontos-chave da agressão dos EUA
- Implantação militar: desde agosto passado, os EUA mantiveram uma força militar significativa implantada na costa da Venezuela, justificando-a como parte da luta antidrogas. Washington anunciado mais tarde o operação Lança do Sul, com o propósito oficial de “eliminar os narcoterroristas” do Hemisfério Ocidental e “proteger” os Estados Unidos “das drogas que estão matando” seus cidadãos.
- Operações letais: como parte dessas operações, eles foram realizados bombardeios contra alegado barcos de traficantes de drogas, que deixaram mais de 70 mortos e sem provas que eles realmente traficavam narcóticos.
- Acusações e recompensa: Washington acusou sem provas ao presidente Nicolás Maduro por liderar um cartel de tráfico de drogas e tem duplicar a recompensa pela sua captura.
- Posição venezuelana: Maduro reclamação que o objetivo real dos EUA é uma “mudança de regime” para assumir o imenso riquezas empresas de petróleo e gás da Venezuela.
- Falta de apoio: organizações como a ONU e a própria Administração de Controle de Drogas dos EUA. (DEA) apontam que a Venezuela não é uma rota principal para o tráfico de drogas para os Estados Unidos, uma vez que mais de 80% das drogas que circulam na região o fazem pela rota do Pacífico.
- Condenação internacional: Rússia, o Alto Comissário do ONU pelos Direitos Humanos e pelos Governos de Colômbia, México e Brasil eles condenaram as ações americanas. Especialistas descrevem ataques a embarcações como “execuções sumárias” que violam o direito internacional.



