Venezuela

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela reafirma a soberania sobre o Esequibo

O diplomata venezuelano salienta que uma recente tomada de posição da Guiana reflete um «tom desesperado» e uma «manobra errática» para se eximir de responsabilidades.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Venezuela, Yván Gil, afirmou nesta terça-feira que a soberania territorial da Venezuela não é anulada por cartas nem pelo que designou como «espetáculos improvisados» do presidente da Guiana, Irfaan Ali, sobre o Esequibo.

Através de um comunicado, o ministro dos Negócios Estrangeiros considerou «insólito» que o presidente da Guiana, Irfaan Ali, pretenda questionar até mesmo o vestuário de outros chefes de Estado. «A questão que hoje o obsessa não passa de uma expressão de uma verdade histórica, firmemente validada desde o Acordo de Genebra de 1966», afirmou o diplomata venezuelano, que salientou que a postura da Guiana reflete um «tom desesperado» e uma «manobra errática» para se esquivar às responsabilidades. , afirmou o diplomata venezuelano, que salientou que a postura da Guiana responde a um «tom desesperado» e a uma «manobra errática» para fugir às responsabilidades.

Anteriormente, o presidente Ali enviou uma carta formal ao primeiro-ministro de São Cristóvão e Nevis e presidente da Caricom, Terrance Michael Drew, para manifestar a sua preocupação com a exibição de um mapa que inclui o território de Essequibo na Venezuela. O protesto surge na sequência das actividades oficiais da presidente encarregada, Delcy Rodríguez, nos Estados-membros da comunidade caribenha, onde utilizou símbolos alusivos à reivindicação territorial.

Na carta da Guiana, datada de 28 de abril de 2026, o mandatário classificou a ação como uma «afirmação calculada e provocadora» e instou a Caricom a manter a vigilância e a evitar que as suas plataformas sejam utilizadas para promover a reclamação venezuelana, que se encontra atualmente em processo no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ).

Argumentos jurídicos em disputa

A carta da Guiana sustenta que a fronteira foi estabelecida de forma «definitiva» pela Sentença Arbitral de 1899. Ali denunciou que a Venezuela não cumpre a ordem da CIJ de 1 de dezembro de 2023, que exige que não sejam tomadas medidas que alterem a situação atual do território administrado pela Guiana.

A Venezuela rejeita estas acusações e reafirma que o único instrumento válido para resolver o litígio é o Acordo de Genebra. O Executivo venezuelano sustenta que a conduta de Irfaan Ali é fruto de um «resquício colonialista» que visa criar um espetáculo político sem substância.

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