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O Ministério Público Federal já está a investigar um possível crime contra a segurança nacional cometido por agentes da CIA em Chihuahua

Cidade do México. A Procuradoria-Geral da República (FGR) abriu dois inquéritos relacionados com factos ocorridos no estado de Chihuahua, um deles relativo ao laboratório de drogas desmantelado numa operação realizada nos dias 17 e 18 de abril, e o segundo pela alegada participação de elementos da Agência Central de Inteligência (CIA) em ações antidroga em colaboração com a Agência Estadual de Investigação (AEI) daquele estado.

A instituição dirigida por Ernestina Godoy Ramos informou que, no caso dos agentes da CIA — dois dos quais faleceram num acidente de viação após terem participado na operação antidroga —, foi aberto um inquérito «devido às suas características e relevância, além de se considerar a possibilidade de terem sido cometidos crimes relacionados com a segurança nacional».

Entretanto, foi aberto outro processo de investigação «na sequência de uma comunicação dessa Procuradoria estadual, relacionada com a descoberta de uma instalação ao ar livre destinada à produção de narcóticos sintéticos, localizada entre os municípios de Morelos e Guachochi», locais onde os agentes da CIA participaram em operações antidroga, acompanhando as autoridades estaduais.

A FGR explicou que ambas as investigações foram iniciadas «em virtude dos factos ocorridos nos últimos dias na Sierra del Pinal, no estado de Chihuahua, após a confirmação da presença de duas pessoas de nacionalidade norte-americana, aparentemente pertencentes a agências de segurança, que infelizmente faleceram juntamente com outras duas pessoas, após a localização de uma instalação clandestina de produção de drogas ao ar livre”.

As investigações ficarão a cargo da Procuradoria Especializada de Controlo Regional (FECOR).

O Ministério Público Federal indicou que, até ontem, «a pedido reiterado da FGR, a Procuradoria-Geral do Estado de Chihuahua enviou uma cópia do processo instaurado na jurisdição local, pelo que os atos praticados por essa autoridade ministerial estão a ser analisados para integração nos processos referidos no âmbito federal.

«Esta instituição estabelece que, com base no ocorrido, está a ser investigada a prática de possíveis crimes da competência da FGR, com o objetivo de esclarecer os factos e, se for o caso, apurar as responsabilidades de qualquer pessoa que tenha participado».

Fonte:

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