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Venezuela convoca cimeira mundial pela paz face à ameaça nuclear

O ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, e a vice-presidente Delcy Rodríguez apresentaram a iniciativa do presidente venezuelano ao corpo diplomático, alertando sobre o perigo crescente de um conflito que poderia levar a humanidade a uma guerra nuclear.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou uma convocatória urgente para celebrar uma “Cimeira pela Paz e contra a Guerra”, com o objectivo de enfrentar as crescentes tensões internacionais que ameaçam desencadear um conflito nuclear global. A proposta foi apresentada oficialmente ao corpo diplomático acreditado em Caracas durante uma reunião na sede do Ministério das Relações Exteriores.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez liderou a apresentação ao lado do ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, expondo aos representantes diplomáticos a urgência desta iniciativa regional. A proposta venezuelana busca articular uma resposta multilateral imediata diante da deterioração da estabilidade mundial.

“Este apelo ao cessar-fogo deve constituir o primeiro passo para uma solução política integral, construída a partir do diálogo, da legalidade e do respeito soberano entre os Estados”, afirmou Maduro no documento oficial lido pela vice-presidente durante a reunião diplomática.

Liderança regional e global

A cimeira propõe uma liderança coletiva liderada por organizações-chave do Sul Global, incluindo a Liga Árabe, a Organização para a Cooperação Islâmica, a Organização para a Cooperação do Golfo e os BRICS. A Venezuela propõe contar com o compromisso direto da China e da Rússia como «”potências globais de paz”, garantindo assim a participação ativa das nações comprometidas com o multilateralismo.

O presidente venezuelano enfatizou que esta cimeira deveria ser realizada “o mais rapidamente possível num país da região”, garantindo a participação directa dos actores mais envolvidos nos conflitos atuais e enviando um sinal claro da vontade regional pela paz.

Entre os compromissos centrais da proposta destacam-se a criação de uma Zona Livre de Armas Nucleares na Ásia Ocidental e a exigência ao Conselho de Segurança da ONU de estabelecer um mecanismo imediato de desarmamento nuclear em Israel. Maduro denunciou que o arsenal secreto israelita “representa uma grave ameaça à estabilidade regional e mundial”.

A iniciativa venezuelana também reafirma a necessidade de uma solução justa para o conflito palestino, de acordo com as resoluções das Nações Unidas que reconhecem o direito do povo palestino a um Estado soberano com Jerusalém Oriental como capital, incluindo o retorno dos refugiados.

Apelo à responsabilidade global

O presidente Nicolás Maduro sublinhou que “somente uma abordagem inclusiva, baseada no respeito ao direito internacional e na igualdade soberana entre as nações, pode garantir uma paz verdadeira na Ásia Ocidental”. A proposta venezuelana surge num momento crítico de escalada das tensões em múltiplas frentes geopolíticas.

“Os nossos povos esperam que ponhamos fim à guerra e que construamos uma paz duradoura com base nos princípios da Organização das Nações Unidas”, advertiu o mandatário, que classificou esta iniciativa como “um dever inadiável de acção colectiva responsável em favor da existência humana em todos os cantos do planeta”.

Fonte:

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