Petro ordena que se investigue se os explosivos utilizados nos ataques provêm do Equador
As tensões regionais também se intensificaram, uma vez que, nos primeiros meses do ano, o Equador aumentou os direitos aduaneiros sobre as importações da Colômbia, alegando problemas de segurança.
O presidente Gustavo Petro anunciou esta segunda-feira o início de investigações para determinar a origem do armamento militar utilizado em ataques recentes contra a Colômbia, face a relatos de que este provém do Equador, e para apurar se estes factos fazem parte de uma estratégia da oposição de direita com vista às eleições presidenciais.
Através de um comunicado publicado no seu perfil do X, o presidente afirmou que os explosivos utilizados pelos grupos liderados por alias Iván Mordisco e alias “Segunda Marquetalia” poderão estar ligados a tentativas de o responsabilizar por um atentado durante o próximo período eleitoral, que se inicia em maio.
As declarações foram feitas na sequência de um ataque que causou 20 mortos e 45 feridos, o que intensificou os alertas sobre a segurança nacional.
Se informa que no solo.los explosivos que usan los frentes de alias Iván Mordisco y Alias Marlon provienen del Ecuador y aquí se informa que estarían preparando atentados para sabotear las elecciones en Colombia asignándome la responsabilidad del atentado.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) April 28, 2026
Veremos si haciendo… https://t.co/ulbidOf9JX
Segundo as autoridades, os ataques estariam relacionados com as dissidências das extintas FARC, que operam em várias regiões do país. Petro alertou que não se trata de incidentes isolados, mas sim de acções que poderão ter repercussões no processo eleitoral.
O presidente colombiano acrescentou que a elevada taxa de homicídios no Equador está ligada ao tráfico de droga e à cocaína que entra pelos seus portos, o que tem agravado as tensões entre os dois governos.
As tensões regionais também se intensificaram. Nos primeiros meses do ano, o Equador aumentou os direitos aduaneiros sobre as importações da Colômbia, alegando problemas de segurança, enquanto Bogotá respondeu com medidas semelhantes. Atualmente, a taxa de direitos aduaneiros imposta pelo Equador é de 100 por cento.
O conflito diplomático agravou-se quando Petro classificou o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas como um «prisioneiro político», o que suscitou fortes críticas por parte de Quito.
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