Irão: Não cederemos nem na questão nuclear nem no controlo do Estreito de Ormuz
O Parlamento iraniano adverte que a guerra ainda não terminou e afirma que Teerão tem «surpresas» tácticas para neutralizar qualquer agressão inimiga.
A posição da República Islâmica face às pressões externas mantém-se inabalável, especialmente no que diz respeito às suas capacidades estratégicas.
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento, Ebrahim Rezaei, foi categórico ao afirmar que o país não fará qualquer concessão em matéria nuclear.
Partindo desta premissa, o legislador sublinhou que as forças inimigas fracassarão na sua tentativa de obter, por via diplomática, aquilo que não conseguiram conquistar no campo militar, reforçando a ideia de que o programa científico e técnico do país não está sujeito a chantagens.
No âmbito da defesa operacional, Rezaei revelou que o Irão preparou várias respostas tácticas face a possíveis provocações.
Estas «surpresas» são complementadas pela firmeza da Guarda Revolucionária, cujos comandantes navais afirmam que a soberania sobre o estreito de Ormuz é total e inabalável.
Segundo o porta-voz, nem mesmo uma coligação de exércitos de todo o mundo teria capacidade para quebrar o domínio iraniano sobre este ponto nevrálgico do comércio mundial.
Neste sentido, a recente actividade diplomática do ministro dos Negócios Estrangeiros Abbas Araghchi na região não está relacionada com as negociações nucleares, centrando-se estritamente na estabilidade bilateral e na segurança face à agressão liderada por «Israel» e pelos Estados Unidos.
🇮🇷 Araghchi: Estados Unidos ha ofrecido conversaciones a Irán
— Al Mayadeen Español (@almayadeen_es) April 27, 2026
⭕️ El ministro de Asuntos Exteriores iraní, Abbas Araghchi, anunció que Estados Unidos ha ofrecido conversaciones a Irán y que actualmente están considerando esta posibilidad.
⚪️ Mientras tanto, un portavoz de la… pic.twitter.com/mI3oMWHR2V
Alerta máximo e cooperação estratégica
A preparação das Forças Armadas encontra-se no seu nível mais elevado, com ordens rigorosas para responder com firmeza a qualquer violação do território.
Esta postura combativa coincide com as declarações do brigadeiro-general Reza Talaei, vice-ministro da Defesa para o Desenvolvimento da Gestão, que salientou a importância de manter o ritmo da modernização militar.
O Irão não procura apenas reforçar o seu próprio escudo defensivo, mas também manifestou a sua disponibilidade para partilhar estas capacidades tecnológicas com nações independentes que enfrentem ameaças semelhantes.
Para os dirigentes em Teerão, a guerra actual contra a hegemonia ocidental não é considerada terminada, mas sim numa fase de vigilância activa.
O tráfego marítimo e a segurança nas águas do Golfo são regidos por protocolos que dão prioridade à integridade nacional em detrimento das exigências externas.
Esta combinação de firmeza nuclear e controlo territorial define a estratégia atual da República Islâmica, que aposta na resistência interna e na aliança com Estados soberanos para contrariar a presença militar de “Israel” na região.
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