Venezuela

A presidente interina da Venezuela apela à unidade e ao respeito mútuo durante peregrinação em Carabobo

Num encontro com as autoridades e a população de Carabobo, a presidente interina sublinhou que o reconhecimento do adversário político é fundamental para a reconciliação social e a paz na República.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez Gómez, liderou a Grande Peregrinação Nacional no estado de Carabobo. Durante o encontro, que contou com a presença do governador Rafael Lacava e de outras autoridades regionais, a mandatária (E) destacou a necessidade de consolidar a unidade e o respeito mútuo como eixos fundamentais para superar as diferenças políticas e construir pontes de entendimento no país.

Rodríguez salientou que a Venezuela atravessa um «novo momento político» voltado para a superação das manifestações de ódio e intolerância. A Presidente encarregada exortou os cidadãos a não negarem a saudação nem a solidariedade àqueles que pensam de forma diferente, qualificando a recusa do diálogo por motivos partidários como uma conduta irracional que deve ficar no passado.

Superação do extremismo e lealdade institucional

A chefe de Estado (E) reflectiu sobre a presença histórica de correntes de extremismo e fascismo no país, salientando que a fase actual exige uma reflexão profunda sobre a convivência. «É o momento de sanar a falta de convivência», afirmou Rodríguez, ao mesmo tempo que recordou a importância histórica do 3 de janeiro para a estabilidade da República.

Numa mensagem de firmeza institucional, Rodríguez reafirmou o seu compromisso com o Estado venezuelano:

«Até ao último minuto e até ao último segundo, lealdade absoluta ao presidente, à Venezuela e ao povo».

Defesa da soberania e controvérsia com a Guiana

A presidente encarregada, Delcy Rodríguez, considerou «insólito» que o líder da Guiana, Irfaan Ali, questione a utilização do mapa oficial da Venezuela que inclui o território de Esequibo. Rodríguez reafirmou que os direitos venezuelanos sobre a zona são históricos e irrefutáveis, fundamentados na legalidade do Acordo de Genebra de 1966.

Além disso, denunciou a «xenofobia e o classismo» com que os migrantes venezuelanos têm sido tratados no estrangeiro e confirmou que, nos próximos dias, a Venezuela recorrerá ao Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) para defender a sua soberania e rejeitar o que designou como uma tentativa de usurpação territorial.

Diálogo e futuro nacional

A presidente criticou os sectores que evitam a interacção política, afirmando que a identidade venezuelana se baseia na solidariedade. Afirmou que, embora existam pormenores da conjuntura política que serão conhecidos na devida altura, a prioridade actual é defender a estabilidade e a independência nacional acima de qualquer cálculo pessoal ou partidário.

Rodríguez apelou a todos os sectores para que se unissem a este processo de reencontro espiritual e político, com o objetivo de garantir um futuro de paz e soberania para as próximas gerações.

Fonte:

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