Honduras: Presidente do Congresso acusa o bipartidarismo de ligações com o crime organizado
Luis Redondo destacou que documentos judiciais dos EUA revelaram relações entre líderes bipartidários e estruturas de tráfico de drogas que financiaram campanhas, manipularam processos eleitorais e se infiltraram em instituições.
O presidente do Congresso Nacional de Honduras, Luis Redondo, responsabilizou nesta terça-feira os partidos Nacional e Liberal por manterem fortes ligações com o crime organizado e rejeitou as acusações que tentam associar o governo da presidente Xiomara Castro a supostos cartéis de droga.
Em uma transmissão nacional, Redondo classificou como “irresponsáveis e falsas” as declarações do candidato presidencial liberal, Salvador Nasralla, e de políticos nacionalistas que buscam associar o Partido Liberdade e Refundação (Libre), do governo, a um suposto “Cartel dos Sóis”.
“Essas relações nunca pertenceram ao atual governo, mas a estruturas de poder anteriores que operavam a partir do Partido Nacional (PN) e do Partido Liberal (PL)”, afirmou o líder parlamentar.
Redondo apontou que a acusação faz parte de uma campanha de violência política destinada a desviar a atenção das ligações criminosas documentadas durante anos em ambos os grupos. Ele destacou que documentos judiciais dos Estados Unidos expuseram relações entre líderes do bipartidarismo com estruturas de narcotráfico que financiaram campanhas, manipularam processos eleitorais e se infiltraram em instituições.
El Presidente del Congreso Nacional de Honduras 🇭🇳, Luis Redondo, emitió hoy una contundente declaración para refutar las recientes acusaciones formuladas por el candidato Salvador Nasralla, quien insinuó vínculos del actual liderazgo legislativo con un cartel de narcotráfico pic.twitter.com/lIOvRxY5Xk
— teleSUR TV (@teleSURtv) November 25, 2025
A cinco dias das eleições gerais em Honduras, Redondo considerou «duplamente grave» que setores historicamente apontados tentem agora desacreditar o Governo, cujo projeto político, sublinhou, «nasceu da resistência popular e não de pactos com narcotraficantes».
«O Partido Nacional e o Partido Liberal promoveram, facilitaram e beneficiaram do narcotráfico durante mais de uma década, transformando Honduras num narcoestado», afirmou.
Redondo enfatizou que nenhuma investigação internacional liga o Partido Libre ou o atual Executivo a redes criminosas, em contraste com os processos judiciais que detalham com nomes e datas a cumplicidade de altos dirigentes liberais e nacionalistas.
Eleições gerais
Mais de seis milhões de hondurenhos estão convocados a eleger, em uma única volta e sem segundo turno, um total de 449 cargos públicos para o período 2026-2030, incluindo: presidente, três vice-presidentes, 128 deputados para o Congresso Nacional, 20 para o Parlamento Centro-Americano (PARLACEN) e seus suplentes, 298 corporações municipais.
Os candidatos presidenciais com maiores chances de vitória são, segundo as pesquisas, Rixi Moncada, do Partido Libertad y Refundación (Libre), Nasry Asfura, do Partido Nacional, e Salvador Nasralla, do Partido Liberal. Estas eleições serão as décimas segundas desde o retorno à democracia em 1980.
Por sua vez, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) destacou o intenso esforço logístico para a distribuição do material eleitoral, que garante que cada centro de votação em Honduras receba as cédulas, urnas e equipamentos necessários para a votação de 30 de novembro.
Esta operação começou na última quinta-feira, 20 de novembro, com o «banderillazo oficial» (sinal de partida) de Tegucigalpa, enviando os primeiros materiais (kits tecnológicos e malas eleitorais) para departamentos como Atlántida, Colón e Ocotepeque.
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