Diosdado Cabello reafirma defesa inabalável do território venezuelano
O secretário-geral do PSUV classificou como «ridículo» e «imbecil» o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a quem acusou de desconhecer a história e a resistência do povo venezuelano.
O secretário-geral do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Diosdado Cabello Rondón, reiterou nesta terça-feira, 25 de novembro, durante a Grande Marcha Bicentenária da entrega da Espada do Peru ao Libertador Simón Bolívar em Caracas, que quem tentar agredir o território nacional será «aniquilado» pelo povo venezuelano, numa declaração contundente sobre a defesa da soberania.
«Saiba que quem tentar atacar a Venezuela e pisar o nosso território entrará em zona proibida para isso e nós o defenderemos com tudo o que tivermos (…) Quem ousar pisar a Venezuela será aniquilado pelo nosso povo (…) porque o solo venezuelano é respeitado», afirmou Cabello.
O líder destacou o nível de unidade entre o Governo Nacional, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), as forças policiais e o povo, ao assinalar que «hoje está cada vez mais unido» num «único bloco numa amalgama absoluta». Esta coesão, sublinhou, é fundamental para enfrentar as pressões externas que procuram minar a estabilidade do país.
O líder classificou como «ridículo» e «imbecil» o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, a quem acusou de desconhecer a história e a resistência do povo venezuelano. «É impossível encontrar um secretário de Estado dos EUA mais imbecil do que Marco Rubio em toda a sua história», afirmou.
Ele acrescentou ainda: «Pretender que este país vai render-se, vai intimidar-se ou amedrontar-se, é porque desconhecem a história da Venezuela, desconhecem do que somos feitos, do que é feita a mulher venezuelana, desconhecem as lutas que temos travado há mais de 500 anos».
O ministro destacou que a Venezuela é um país de paz, tranquilidade e solidariedade, mas enfatizou que “na hora de defender a pátria, o faremos com todos os instrumentos que tivermos à disposição”. Ele ressaltou que “as pretensões de conquistador de Marco Rubio vão se espatifar aqui”, assim como as de outros atores que tentaram intervir nos assuntos internos do país.
Em relação às acusações internacionais, o líder indicou que já «ninguém fala do Cartel dos Sóis, nem do Trem de Aragua, nem de grupos terroristas na Venezuela», e acusou os Estados Unidos de procurar «roubar os recursos naturais da Venezuela» sob o pretexto da «mudança de regime».
Cabello também desmentiu as narrativas falsas, garantindo que «nenhum dos venezuelanos enviados ao CECOT em El Salvador tinha ligações com o Tren de Aragua», organização que, segundo ele, «já foi extinta na Venezuela».
Perante as recentes ameaças de porta-vozes norte-americanos, Cabello declarou: «O que não depende de nós não nos amarga», e destacou que o presidente Nicolás Maduro tem utilizado estratégias de comunicação — incluindo redes sociais, meios de comunicação, ruas, muros e «rádio bemba» — para contrariar campanhas de desinformação.
«O principal é a unidade. Aqui não há redes particulares. Todas as redes estão ao serviço do povo», concluiu.
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