Lula assina título de propriedade do assentamento Maila Sabrina, do MST, no Paraná
"Hoje, é um território de vida digna para mais de 1.600 pessoas", afirma o MST brasileiro.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quinta-feira a criação do assentamento Maila Sabrina, no estado do Paraná, em uma fazenda desapropriada pelo presidente para assentar 450 famílias do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil (MST), que já estava ocupada desde 2003.
O território do MST está localizado no que antes era a Fazenda Brasileira, entre os municípios paranaenses de Ortigueira e Faxinal. Nesse sentido, o presidente disse que “esse também é um caso emblemático e inovador porque encontramos uma solução que beneficia a todos através de um processo de conciliação”.
“Este é o caminho que queremos seguir. A reforma agrária é uma prioridade absoluta para este governo. Sabemos que a demanda é grande e o desafio é maior”, compartilhou Lula da Silva.
Esse também é um caso emblemático e inovador porque encontramos uma solução que beneficia a todos por um processo de conciliação. É o caminho que queremos seguir. A reforma agrária é prioridade máxima neste governo. Sabemos que a demanda é grande e o desafio maior. pic.twitter.com/FWWdtgV5Jd
— Lula (@LulaOficial) May 29, 2025
“Quando assumi o governo, disse que, para evitar conflitos e mortes no campo, tínhamos que mapear as terras do país e criar assentamentos. Demorou muito tempo porque o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) estava desmontando. Eu tive que recuperar tudo isso porque eles não governavam”, disse Lula.
O MST, por sua vez, reconheceu que “a conquista das famílias camponesas do MST vem depois de 22 anos de luta pela Reforma Agrária”.
“A área de 10.500 hectares era conhecida como Fazenda Brasileira e, antes de ser ocupada, era utilizada para criação de búfalos e estava em estado de intensa degradação ambiental. Hoje é um território de vida digna para mais de 1.600 pessoas, com uma grande diversidade productiva, com o cultivo de grãos, legumes, verduras e frutas, criação de pequenos animais e também produção orgânica”, acrescentou o movimento.
Antes de ser ocupada pelo MST, a área era utilizada para a criação de búfalos e estava em estado de intensa degradação ambiental.
Hoje, é habitada por cerca de 1.600 pessoas, que vivem da produção de 167 tipos de alimentos, entre cereais, legumes e frutas, reconhece o movimento social.
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