Maduro Guerra: o presidente da Venezuela tornou-se um símbolo de resistência
O deputado venezuelano evocou as palavras do presidente Nicolás Maduro durante a audiência ilegal realizada nos EUA: "sou inocente, não sou culpado; sou um homem decente, sou o presidente da Venezuela e sou um prisioneiro de guerra. Fui sequestrado na minha casa em Caracas".
Durante o Encontro de Juristas pela libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores, realizado na sexta-feira, 16 de janeiro, em Caracas, o deputado da Assembleia Nacional Nicolás Maduro Guerra afirmou que o ataque militar perpetrado em 3 de janeiro pelos Estados Unidos e o sequestro do casal presidencial representam “uma facada mortal no direito internacional”.
Além disso, o deputado agradeceu os esforços da nação para conseguir a sua libertação e afirmou que “o sequestro ilegal de Nicolás Maduro Moros e Cilia Flores os tornou um símbolo de coragem e lealdade ao povo venezuelano e ao legado do Comandante Chávez”.
Neste contexto, o filho do presidente venezuelano denunciou as violações do direito internacional cometidas pela administração Trump, assinalando que “começa com ataques civis em águas internacionais”, seguidos de acções que incluíram “assassinato de população civil alheia ao conflito”, o “sequestro de um chefe de Estado e transferência forçada, violando todas as imunidades” e a detenção de “uma deputada com mais de 25 anos de carreira, presidente da Assembleia Nacional por 4 anos”, em referência a Cilia Flores. Além disso, denunciou a “apropriação ilícita de bens e recursos naturais” e a “tomada de reféns, coacção ou ameaça de um exército ao nosso paísp”.
Durante seu discurso, Maduro Guerra fez referência às palavras do presidente Maduro em 5 de janeiro, classificando-as como uma manifestação de “coragem, integridade e dignidade” perante um acto de agressão.
#ENVIVO | El diputado de la Asamblea Nacional de Venezuela, Nicolás Maduro Guerra: Nicolás Maduro es hoy, junto a Cilia Flores, el símbolo mundial de resistencia, de lealtad y valentía.https://t.co/ROUUUfjBZh pic.twitter.com/lUInvuj9tG
— teleSUR TV (@teleSURtv) January 16, 2026
Destacou que a Venezuela «manteve a continuidade constitucional», evidenciando «a força do nosso Estado de direito, das nossas instituições e da Constituição, nossa mãe, nosso pacto social». Recordou a “histórica” sentença do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ), emitida em tempo recorde na noite de 3 de janeiro, que marcou o caminho constitucional diante da impossibilidade física do presidente.
Por sua vez, concordou com o Procurador-Geral, Tarek William Saab, que “o Direito Internacional está agonizando” e que os «equilíbrios pós-1945 foram quebrados», diante do que a Venezuela e este movimento devem “levantar a voz em favor da paz”.
O deputado destacou a continuidade institucional do país, afirmando que “eles esperavam que nos desmoronássemos”, mas que, pelo contrário, “mantivemos as instituições”. Mencionou que, no dia 5 de janeiro, às 11h da manhã, os deputados eleitos instalaram o poder legislativo nacional, escolhendo a sua diretoria. Imediatamente depois, como um ato de facto e de direito exigido pela Constituição, a presidente em exercício, Dra. Delcy Rodríguez, foi empossada. Ele reiterou que sua «missão de vida é tirar Nicolás e Cilia de lá».
No encerramento do encontro, Nicolás Maduro Guerra propôs três tarefas concretas para o movimento de juristas. A primeira é a elaboração de um documento de consenso, que “denuncie juridicamente ponto por ponto” a agressão e o sequestro do chefe de Estado. Este documento será levado «de forma independente» a “todos os organismos internacionais do mundo», incluindo Genebra, Viena, Nova Iorque, Haia e os parlamentos globais, para que «os advogados da Venezuela denunciem a agressão e o sequestro do chefe de Estado”.
El fiscal general de Venezuela, Tarek William Saab, afirmó que Venezuela no ha estado en guerra ni contra Estados Unidos, ni contra ningún país. pic.twitter.com/Eym3Vr8Cth
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A segunda tarefa consiste na criação de 24 capítulos regionais do movimento de juristas na Venezuela, com o objectivo de “convocarmos todos os advogados de cada estado, de cada entidade federal, para se unirem, para fazerem força”. Finalmente, como terceira tarefa, anunciou a preparação de um “poderoso encontro internacional de juristas e advogados mundiais” em Caracas para a primeira semana de fevereiro, com o objectivo de que a capital venezuelana seja “o epicentro do Direito Internacional e que nós curemos a facada que foi dada ao Direito Internacional. Nós seremos os médicos curadores do Direito Internacional”.
O encontro terminou com um apelo à comunidade internacional para que respeite a soberania da Venezuela e garanta os direitos do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores, reafirmando o compromisso com a defesa do Direito Internacional e da Constituição venezuelana.
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