Presidente (E) Delcy Rodríguez: Se eu tiver que ir a Washington, irei de pé, não rastejando.
A presidente interina ratificou o direito da Venezuela de manter relações com os EUA, mas também com todos os países do mundo.
“Hoje podemos afirmar que temos como objectivo, em juramento ao presidente e à primeira-dama, a preservação do poder nacional venezuelano. Que ninguém se engane”, afirmou a presidente interina Delcy Rodríguez na sua mensagem anual perante a Assembleia Nacional para a prestação de contas da gestão do Executivo durante o ano de 2025.
Ao iniciar a sua comparecência, em conformidade com o artigo 237 da Constituição e em nome do presidente Nicolás Maduro, Rodríguez pediu um minuto de aplausos para os jovens heróis e heroínas que morreram em combate contra o agressor invasor. “Honra e glória aos nossos humildes jovens, venezuelanos e venezuelanas, que combateram na madrugada tão sombria de 3 de janeiro de 2026. Eles abriram uma nova página na nossa história”, disse.
Ao prestar homenagem à Primeira Combatente Cilia Flores, «irmã deputada», cuja cadeira no Palácio Legislativo estava ocupada por uma rosa vermelha «que representa a beleza das patriotas venezuelanas», disse que “essa dor profunda que sentimos nós que amamos a nossa pátria, nós que acreditamos profundamente na nossa soberania, na nossa independência e nós que amamos o nosso presidente e a primeira-dama… Transformamos essa dor em trabalho incansável por eles”.
Perante representantes dos poderes da República, da Justiça, das Forças Armadas, parlamentares, membros do corpo diplomático acreditado e familiares do presidente Maduro e Cilia Flores, a presidente em exercício lembrou que esteve a trabalhar com o presidente neste discurso até seis horas antes do seu sequestro.
“Bolívar, aquele homem das dificuldades, sempre esteve em seu espírito, porque mesmo nos piores problemas que podiam surgir, ele sempre tinha um sorriso, optimismo e uma profunda crença em Deus, que nos protege a cada passo”, disse ele ao evocar o presidente.
La Presidenta Encargada de Venezuela, Delcy Rodríguez, informó que los niveles de producción han alcanzado el 99% de abastecimiento en la nación suramericana. pic.twitter.com/frhMvR9Os5
— teleSUR TV (@teleSURtv) January 15, 2026
«Na pior das conjunturas — um bloqueio criminoso como nunca se viu na nossa república —, o presidente Maduro sempre me dizia “confie no povo, nas comunas, nos conselhos comunais, nos camponeses, nos pescadores, nos empresários, nas empresárias da Venezuela, nos trabalhadores do sector de hidrocarbonetos, na união produtiva da Venezuela”, acrescentou.
Ao apresentar o plano Reto Admirable 2026, assim denominado pelo presidente Maduro e inspirado na “admiravel campanha do nosso Pai Libertador”, ele destacou que “traça linhas muito claras para manter os níveis produtivos da nossa pátria, que hoje atingem 99% de abastecimento”.
Esse plano — disse — foi concebido para “manter os níveis de crescimento na agroindústria, nos vegetais, nos cereais, na pesca, nas proteínas animais, que ultrapassaram 10% do produto interno bruto. Fizemos um plano e temos um plano para o ano 2026. Que a esperança do nosso povo não seja apagada por nada nem por ninguém”.
#ENVIVO | La Presidenta Encargada de Venezuela, Delcy Rodríguez: Yo les pido que no tengamos otra divisa que no sea la unidad, como dijo nuestro padre libertador Simón Bolívar. Vayamos con moral en alto, dignidad por delante.https://t.co/ROUUUfjBZh pic.twitter.com/QUBS2mQBKN
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Lembrou que o passo imediatamente anterior ao ataque de janeiro foi o bloqueio naval em dezembro, «que procurou limitar as nossas possibilidades como país exportador de energia; que a Venezuela, em relações comerciais livres com o mundo, possa vender os produtos da sua indústria energética».
Na sua mensagem anual à Assembleia Nacional, a presidente em exercício ractificou o direito da Venezuela a manter relações com os EUA, mas também com todos os países do mundo. “Há uma mancha nas relações entre a Venezuela e os Estados Unidos, mas vamos resolver isso cara a cara com a nossa diplomacia”, afirmou.
Afirmou que, independentemente das tendências políticas, os venezuelanos «devemos nos unir para defender a nossa soberania e a paz da República» e reforçou a sua posição firme e soberana, que se manifesta na diplomacia de paz bolivariana: “Se eu tiver que ir a Washington, irei de pé, não rastejando”.
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