Venezuela denuncia assédio imperial e defende a sua soberania
Diosdado Cabello, secretário-geral do PSUV, denunciou agressões, manipulação da mídia e reafirmou a defesa da soberania venezuelana diante do histórico "cerco imperial".
Durante o seu programa, Cabello relembrou o histórico cerco contra a Venezuela, que começou há 500 anos, denunciou o uso de “fake news” e operações de bandeira falsa pelo imperialismo actual e comparou a manipulação da imprensa com a farsa das armas de destruição em massa no Iraque.
No seu programa número 542 de “Con el Mazo Dando”, o secretário-geral do PSUV, Diosdado Cabello Rondón, denunciou o cerco histórico contra a Venezuela e a manipulação mediática do imperialismo, reafirmando a vontade do povo venezuelano de defender a sua soberania.
Cabello apontou que a fase actual é a guerra psicológica, baseada em mentiras para dividir os venezuelanos, reiterando que “quem se mete com Nicolás Maduro, se mete com a Venezuela”. Ele denunciou a invenção de rótulos como o Trem de Aragua e o Cartel dos Sóis para criminalizar o povo, garantindo que o mundo já não acredita nos Estados Unidos por serem mentirosos e manipuladores.
#ENVIVO | Presidente de #Venezuela #NicolásMaduro: hagamos respetar la dignidad colectiva de la República Bolivariana de Venezuela; somos los hijos y las hijas de Simón Bolívar, el Libertador de toda América. Hagamos respetar la dignidad con valentía, con inteligencia y con la… pic.twitter.com/T0T2qSKV09
— teleSUR TV (@teleSURtv) September 10, 2025
No caso do pescador atacado, ele expôs contradições no vídeo apresentado pelos EUA, apontando que continha pelo menos oito frames diferentes e responsabilizou o governo de Trinidad e Tobago por se juntar à criminalização dos pescadores venezuelanos, contrastando o tratamento da mídia com casos semelhantes em outras regiões.
Cabello reiterou que 87% das drogas colombianas saem pelo Pacífico, enquanto apenas 5% transitam pelo Caribe, questionando por que os EUA concentram forças onde menos drogas circulam e acusou Washington de cuidar do negócio e de seus bancos de lavar dinheiro do narcotráfico, apontando que figuras como Javier Milei promovem políticas que incentivam a lavagem de capitais.
Ele enfatizou que a Venezuela não produz drogas, mas que o que eles buscam é petróleo, gás, ouro e coltan, afirmando que o mais valioso que a Venezuela tem é a sua dignidade nacional.
Ele anunciou que o Congresso do PSUV tratará do tema da guerra de todo o povo e da transição para a luta armada popular, advertindo que a resposta será contundente se “apertarem”, lembrando que a Venezuela nunca será colónia de ninguém e apelando à unidade nacional, incluindo setores da oposição que manifestaram disposição para defender a pátria.
Cabello citou a Carta da Jamaica de Bolívar, lembrou heróis e líderes revolucionários, comemorou datas religiosas e culturais e homenageou Mao Tsé-Tung, classificando a China como a maior potência do mundo e aliada da Venezuela.
Por fim, denunciou o aumento dos suicídios na Venezuela, inclusive entre crianças e adolescentes, pedindo que o problema seja atendido nas escolas, lares e locais de trabalho para detectar sinais precoces, concluindo com uma mensagem de apoio à juventude e à resistência revolucionária.
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