Cuba apela ao fortalecimento dos espaços de integração na reunião da ALBA-TCP
Nações Unidas, 25 de Setembro (Cuba Soberana) O ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, chamou hoje aqui no XXVI Conselho Político da ALBA-TCP a fazer prevalecer e fortalecer os espaços de integração e denúncia no contexto adverso que vive a região.
Na reunião desta quinta-feira, no âmbito da 80ª sessão da Assembleia Geral da ONU, Rodríguez insistiu em fortalecer a Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América-Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP) e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.
Denunciou, igualmente, o deslocamento desproporcional de unidades navais e aéreas militares dos Estados Unidos ao sul do Caribe, sob o comando do Comando Sul, que apresentou como um acto dissuasivo para “mascarar a sua real intenção intervencionista”.
O ministro das Relações Exteriores caribenho assinalou que a magnitude das forças, meios e tecnologia militar destacados, incluindo um submarino de propulsão nuclear, “contradiz a ideia que o governo dos Estados Unidos pretende vender, de que o seu objectivo é combater o narcotráfico e os fluxos migratórios irregulares”.
Ele se referiu ao Relatório Global sobre Drogas deste ano do país norte-americano, que afirma que os Estados Unidos “são o maior mercado de estupefacientes das Américas e, possivelmente, do mundo”.
De acordo com o documento, o país abriga as maiores redes de estímulo ao consumo, distribuição, facilitação do tráfico, cobrança, acumulação e lavagem das quantias avultadas geradas por este negócio ilícito, salientou.
Ele declarou que, no próprio território norte-americano, o seu governo “deveria concentrar a sua atenção e canalizar os seus grandes recursos para enfrentá-los”.
Rodríguez denunciou a falsa narrativa construída por Washington contra as autoridades legítimas da região, em particular contra o presidente institucional da Venezuela, Nicolás Maduro.
Ele afirmou que a intenção maliciosa de associar o governo venezuelano a supostas organizações criminosas “é a nova construção imperial para encobrir actos intervencionistas e violentos”.
Não é a primeira vez que os governantes de Washington recorrem a mentiras para justificar a expropriação, afirmou, referindo-se, nesse sentido, às numerosas intervenções militares na região da América Latina e do Caribe e ao apoio e protecção a ditaduras criminosas.
“A sua reciclada suposta luta contra o narcotráfico representa uma tentativa de actualizar os temas de dominação ancorados na doutrina Monroe”, salientou.
O ministro das Relações Exteriores cubano ressaltou que a gravidade do momento exige aumentar a solidariedade mundial e instou a comunidade internacional a se mobilizar para deter uma agressão contra a Venezuela e a Nossa América.
Da mesma forma, convocou a fortalecer a Aliança Bolivariana e a fechar fileiras contra aqueles que pretendem impor suas agendas porque “a soberania e a independência se defendem e não se negociam”.
Por fim, agradeceu profundamente a solidariedade dos países da ALBA-TCP no enfrentamento ao bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba e sua reivindicação de exclusão da “infame lista de países patrocinadores do terrorismo”.
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