
Ministro dos Negócios Estrangeiros critica o silêncio da OEA face à política dos EUA contra Cuba
Havana, 25 de junho (Cuba Soberana)O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, criticou a Organização dos Estados Americanos (OEA) por não ter feito qualquer referência à política dos Estados Unidos contra a ilha.
Através da sua conta no X, o Ministro dos Negócios Estrangeiros cubano considerou que se verifica uma escalada de medidas coercivas que afetam gravemente a nação antilhana.
La Secretaría General de la OEA alega preocuparse por la situación que enfrenta #Cuba. Sin embargo, escandaliza ver que no haga la más mínima alusión a la escalada de la agresión de #EEUU contra nuestro país, a sus reiteradas amenazas de acción militar, a las sucesivas medidas de… pic.twitter.com/SUxHL6gCzd
— Bruno Rodríguez P (@BrunoRguezP) June 25, 2026
Rodríguez criticou a Secretaria-Geral da OEA pela sua posição face à situação da nação caribenha e por não mencionar, segundo afirmou, a política de pressão que os Estados Unidos exercem contra Cuba. Na sua declaração, o chefe da diplomacia cubana considerou «escandaloso» que o organismo manifeste preocupação com a situação interna do país sem fazer referência às medidas de carácter económico, político e energético atribuídas a Washington.
O ministro referiu que entre essas acções se incluem o agravamento do bloqueio económico, as ameaças de recurso à força, o chamado cerco energético e a aplicação de sanções secundárias a entidades estrangeiras que mantêm laços comerciais com Cuba.
Além disso, afirmou que essas políticas visam «estrangular» a economia nacional e deteriorar as condições de vida da população, pelo que instou a OEA a pronunciar-se contra o que classificou como uma «política impiedosa e injustificada».
Acrescentou que o organismo hemisférico deveria agir para pôr fim ao que descreveu como uma «punição coletiva» contra o povo cubano, a qual — afirmou — viola o direito internacional e os direitos humanos.
«O secretário-geral da OEA não deveria ser cúmplice de tal abuso», concluiu a declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros cubano.
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