O encerramento da passagem de Rafah ameaça a vida de milhares de doentes em Gaza
"Israel" insiste em manter fechada a passagem de Rafah e coloca em risco a vida de cerca de 20 mil palestinianos que têm encaminhamentos médicos completos e aguardam autorização para viajar.
O Ministério da Saúde de Gaza alertou nesta terça-feira que a prorrogação do encerramento da passagem de Rafah coloca em risco iminente a vida de milhares de pacientes e feridos, impedindo o seu transporte para receber tratamento especializado fora do enclave.
De acordo com as autoridades de saúde, cerca de 20 mil pessoas têm encaminhamentos médicos completos e aguardam autorização para viajar.
A escassez crítica de medicamentos e suprimentos, a paralisação de serviços especializados e a destruição de infraestruturas hospitalares agravaram drasticamente as listas de espera para atendimento externo.
Além disso, o ministério registou 440 casos classificados como vitais, enquanto 1.268 pacientes faleceram enquanto aguardavam para serem evacuados.
Os afectados pelo cancro constituem o grupo mais vulnerável, com quatro mil doentes em listas de espera urgentes devido à falta de tratamentos oncológicos e serviços de diagnóstico especializados.
Entre os casos pendentes, encontram-se 4.500 menores com encaminhamentos registrados. Desde o fechamento da passagem terrestre de Rafah em 7 de maio de 2024, apenas 3.100 pacientes conseguiram deixar o enclave.
O Ministério alertou sobre consequências imprevisíveis para a saúde que poderiam aumentar a mortalidade e ampliar as listas de espera.
🔴 "Israel" debate abrir Rafah mientras continúa asedio a Gaza
— Al Mayadeen Español (@almayadeen_es) January 23, 2026
📌 Gabinete israelí discutirá apertura del cruce de Rafah, mientras autoridades palestinas anuncian su apertura para la próxima semana, en medio de violaciones al alto al fuego.
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Ressaltou que a abertura do posto de fronteira para permitir a saída de doentes e feridos, juntamente com o fluxo contínuo de suprimentos médicos essenciais, constitui a última via para preservar vidas.
Por sua vez, após a recuperação do último cadáver israelita em Gaza, o movimento Hamas exigiu ao ocupante israelita “o cumprimento integral de todos os termos do acordo, sem cortes nem atrasos”.
Destacou especialmente a abertura sem restrições da passagem de Rafah em ambos os sentidos, a entrada ilimitada de provisões no território, a retirada total das forças israelitas e a facilitação do trabalho da comissão nacional encarregada da gestão de Gaza.
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