Venezuela

Os povos indígenas da Venezuela levam a sua voz à COP30

“Não pode haver nenhuma COP, nenhum projeto sem a participação dos indígenas”, afirmou Clara Vidal, ministra do Poder Popular para os Povos Indígenas da Venezuela, à teleSUR.

A ministra do Poder Popular para os Povos Indígenas da Venezuela, Clara Vidal, representante do povo indígena da Cariña, participou ativamente da COP30, realizada em Belém, Brasil, onde carregou a voz dos povos indígenas venezuelanos. Clara Vidal, pueblo indígena CariñaCOP30 levou a voz dos povos originários venezuelanos.

Durante entrevista à multiplataforma teleSUR, Vidal ressaltou a importância de os povos indígenas terem representação dirceta em espaços internacionais, principalmente em encontros que definem projetos e políticas que afectam seus territórios ancestrais.

A ministra enfatizou que qualquer financiamento, projecto ou iniciativa que impacte territórios indígenas deve ter consulta prévia, informada e a participação real das comunidades.

Ele também ressaltou que os povos indígenas são guardiões da vida, água, biodiversidade e territórios onde o Orinoco nasce e a riqueza natural da Venezuela é preservada. Para Vidal, a presença indígena na COP30 também é uma forma de tornar visível sua história, cultura e resistência, que permanece firme apesar de mais de 500 anos de colonização e ameaças externas.

Vidal também abordou a situação política e económica da Venezuela, observando que sanções e bloqueios afetam diretamente os povos indígenas e sua capacidade de manter seu modo de vida.

Sublinhou que a solidariedade internacional e regional, juntamente com a participação ativa dos povos indígenas, são essenciais para enfrentar essas ameaças e promover a paz.

Nesse sentido, disse: “Tenho certeza de que a plena participação de nossos irmãos e irmãs indígenas nesta COP30 será trazer a voz da paz, a voz da solidariedade, a voz do trabalho, do trabalho incansável que nós, os povos indígenas, fazemos do nosso território, daquele território que emana e que a paz nasce, para viver bem”.

O ministro também ressaltou a importância de consolidar a unidade entre os povos indígenas da América, e destacou a diversidade cultural e a necessidade de proteger os territórios contra projetos que não consideram a vida das comunidades.

Além disso, ele apontou que a defesa da mãe terra e o trabalho diário das comunidades indígenas não só buscam o bem-estar local, mas contribuem para o bem viver e a preservação do planeta.

Vidal reiterou que a participação dos povos indígenas na COP30 representa a voz da paz, da solidariedade e da proteção do território, e reafirmou seu compromisso com a unidade e defesa dos direitos das comunidades indígenas diante de qualquer ameaça ou projeto externo que não respeite sua autonomia.

Fonte:

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