América Latina e Caraíbas

Panamá: Suntracs denuncia rusgas na sede do sindicato e apela à continuação da greve

Quase 30 dias após o início da greve por tempo indeterminado das centrais sindicais no Panamá, mais sectores se juntam às mobilizações em rejeição da Lei 462 sobre a reforma da Caixa de Segurança Social (CSS).

O secretário-geral do Sindicato Único Nacional de Trabajadores de la Construcción y Similares (Suntracs) do Panamá, Saúl Méndez, denunciou na terça-feira a invasão da sede do sindicato, localizada na cidade de David, na província de Chiriquí, e o aumento da repressão contra os manifestantes.

Em mensagem publicada em suas redes sociais, Méndez acusou o presidente panamenho, José Raúl Mulino, de perseguir os setores mobilizados e isolar as organizações populares. Também responsabilizou o presidente pela detenção do líder do Suntracs em Chiriquí, Jaime Caballero.

Caballero foi enviado para a prisão de La Gran Joya, uma das mais perigosas do país, onde permanece em prisão preventiva enquanto prosseguem as investigações contra ele. Da sua cela, publicou uma carta que está a ser amplamente divulgada nas redes sociais. A sua audiência de recurso está marcada para 30 de maio.

Méndez destacou a firmeza de Caballero na luta e exortou os panamenhos a continuarem a lutar para rejeitar a reforma das pensões e outras medidas do governo.

O Panamá está a aproximar-se do primeiro mês de greve por tempo indeterminado, com vários sectores mobilizados. A três dias do primeiro mês da greve geral por tempo indeterminado no Panamá, o conflito continua, com vários sectores sociais a saírem à rua.

Os manifestantes afirmam que não terminarão a greve enquanto o governo não revogar a Lei 462, que modifica o Fundo de Segurança Social, por considerarem-na prejudicial aos direitos dos trabalhadores, uma vez que degrada o sistema de pensões e oferece pensões de fome.

No caso dos bananeiros, embora o governo tenha proposto regulamentar a Lei 462 – uma lei que regula a sua atividade laboral – o sector exige a sua revogação total. Além disso, insistem numa nova legislação que garanta melhores condições, alinhando-se com as reivindicações mais amplas do movimento social.

No plano político, cinco deputados da Assembleia Nacional – alguns deles de livre nomeação e outros do Movimiento Otro Camino – enviaram uma carta ao Presidente José Raúl Mulino solicitando que a Lei 462 seja incluída nas sessões extraordinárias da legislatura.

Estas sessões estão agendadas para discutir três nomeações importantes para o Conselho de Administração do Canal do Panamá. Com esta iniciativa, os legisladores pretendem abrir canais de diálogo e dar resposta a uma das principais reivindicações do movimento social.

Fonte:

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