Artigos de OpiniãoMikhail Lopukhov

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

Hoje celebramos o Dia de Portugal, da sua história, da sua cultura e também do seu futuro.

Nesta data, importa recordar alguns dos grandes feitos do povo português.
 
Ao longo dos séculos, Portugal foi pioneiro em diversas áreas técnicas e científicas, produziu obras literárias de renome mundial e lutou pela sua independência em momentos decisivos da sua história.
 
Em várias ocasiões, enfrentou adversários numericamente superiores e conseguiu afirmar a sua soberania e identidade.
 
Quando olhamos para o passado, não devemos cair no anacronismo de o analisar com os valores e circunstâncias de quem vive em 2026. A História deve ser compreendida à luz do contexto de cada época.
 
Uma análise séria e rigorosa exige que se considerem as condições políticas, sociais e económicas do seu tempo.
Não podemos analisá-la de outra forma se nos afirmamos como comunistas.
 
Se o fizermos, perceberemos que há muito para celebrar neste dia: a língua portuguesa, a cultura, a resistência de um povo e os contributos que Portugal deu ao mundo.
 
Infelizmente, existem pessoas que afirmam estar no mesmo espectro político que eu, mas que funcionam mais como uma quinta-coluna.
Pessoas que desvalorizam o valor da pátria. Para quem, se tiveres algum pingo de orgulho no país onde nasceste, viveste ou foste acolhido, és imediatamente acusado de xenófobo, racista, chauvinista, entre outros rótulos.
 
Essas mesmas figuras, depois, bradam com orgulho as bandeiras da União Soviética, Cuba ou Jugoslávia, sem saber, no entanto, o valor que esses países atribuíram ao patriotismo e ao orgulho nacional.
 
Digo mais: se essas pessoas conhecessem os seus “heróis” pessoalmente, e não as figuras idealizadas e fetichizadas em que se inspiram, seriam as primeiras a acusá-los de extrema-direita.
São um grupo de grandes intelectuais que ignoram tudo o que foi ensinado e dito pelos seus “ídolos”.
 
Sim, digo ídolos, porque a relação que têm com essas figuras é a de um fã para com o seu ídolo. É um fetiche que têm pela foice e pelo martelo, pelas bandeiras dos países atacados pelo imperialismo.
 
Por isso, sendo uma pessoa de esquerda e não correspondendo ao que alguns chamariam de “português de raça”, fiquei profundamente desapontado ao ver as vaias dirigidas ao hino nacional durante a greve geral de 3 de junho por pessoas que se identificam como comunistas.
Estamos a falar de um país que, apesar dos seus problemas, e eu sou muito crítico deles, abriu as suas fronteiras para acolher centenas de milhares de imigrantes.
 
Um país que teve muito para oferecer ao mundo a nível científico e cultural.
Um país que fez o 25 de Abril com o apoio das massas portuguesas, facilitando posteriormente a independência das suas ex-colónias.
Um país que amo, não porque o considere perfeito, mas porque conheço as suas mazelas e as suas qualidades e, mesmo assim, escolhi-o como meu país.
 
Viva Portugal!
Viva quem escolheu este país como seu!
 
Viva o internacionalismo! (Que nada tem de contrário ao patriotismo, é o oposto, complementam-se.)
 
Ser-se patriota é querer o melhor para o seu país.
Ser-se internacionalista é querer que os outros países tenham o mesmo futuro.
 
O melhor para a nossa pátria é o socialismo e, mais tarde, o comunismo.

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"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

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