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Políticos colombianos pedem que se respeite a decisão contra Uribe

Humberto de la Calle, ex-vice-presidente e ex-negociador de paz, enfatizou nas redes sociais que "o respeito pela institucionalidade é a única resposta possível, além das emoções políticas que decorrem desses acontecimentos".

A condenação em primeira instância do ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe Vélez (2002-2010) por suborno em acção penal e fraude processual, proferida nesta terça-feira pela juíza 44 Penal do Circuito de Bogotá, Sandra Liliana Heredia, gerou reacções entre líderes políticos que pediram respeito à institucionalidade judicial.

Uribe, líder do Centro Democrático, tornou-se o primeiro ex-presidente colombiano condenado criminalmente, após ser absolvido da acusação de suborno simples. A leitura da sentença está marcada para sexta-feira.

Humberto de la Calle, ex-vice-presidente e ex-negociador de paz, enfatizou nas redes sociais que “o respeito à institucionalidade é a única resposta possível, além das emoções políticas que se desprendem desses acontecimentos”.

De la Calle, também figura proeminente do Partido Liberal colombiano, destacou a necessidade de proteger o respeito à justiça, tanto nacional como internacional, e assinalou que a decisão não deve ser avaliada a partir de preferências políticas, mas sim do respeito ao Poder Judiciário.

O contexto político é relevante, pois a Colômbia prepara-se para as eleições de 2026, com eleições para o Congresso em 8 de março e presidenciais em 31 de maio, com possível segundo turno em 21 de junho.

A condenação de Uribe, fundador do opositor Centro Democrático, pode influenciar a dinâmica eleitoral. O partido, embora tenha demonstrado o seu desconforto com a decisão, afirmou que respeita “as decisões dos juízes em um Estado de Direito”, mantendo sua convicção na inocência de Uribe.

Por sua vez, Sergio Fajardo, líder do partido Dignidade e Compromisso, destacou a importância da separação de poderes: “As decisões dos juízes devem ser respeitadas e acatadas. O desacordo com uma decisão judicial é legítimo, mas deve ser tratado pelos meios que a própria justiça estabelece”, afirmou.

Enquanto isso, do lado contrário à decisão, destaca-se o ex-procurador-geral Francisco Barbosa, que afirmou que “a justiça também se engana” e destacou os recursos judiciais disponíveis para corrigir erros. Nesse sentido, vale ressaltar que a defesa de Uribe, liderada por Jaime Granados, irá recorrer da sentença no dia 11 de agosto perante o Tribunal Superior de Bogotá.

Do sector empresarial, María Claudia Lacouture, presidente da Câmara de Comércio Colombo-Americana (AmCham), embora tenha expressado solidariedade com Uribe, disse que as decisões judiciais devem ser respeitadas: “O compromisso com a democracia exige preservar a solidez das nossas instituições”.

Além disso, ela indicou que as considerações da juíza são discutíveis, mas devem ser respeitadas dentro do quadro institucional.

Fonte:

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