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PULSO ELEITORAL: o uribismo enfrenta uma dupla derrota nas eleições presidenciais da Colômbia

O novo programa de análise da teleSUR, apresentado por Antonio Morales, prevê um cenário desfavorável para as forças políticas de Uribe.

As projecções para as eleições presidenciais da Colômbia, marcadas para 31 de maio na primeira volta e para junho numa eventual segunda volta, apontam para um panorama desfavorável para o uribismo. De acordo com a análise apresentada no PULSOELECTORAL, o espaço especializado da teleSUR, a candidata Paloma Valencia — considerada a principal opção das forças afins ao ex-presidente Álvaro Uribe — não conseguiria os votos necessários para avançar para o segundo turno. Esta projeção coloca-a abaixo de Iván Cepeda e do candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella.

A análise de Antonio Morales aponta que, caso se confirme um segundo turno entre Cepeda e De la Espriella, o primeiro partiria com uma vantagem considerável. Os eleitores indecisos ou de centro, que representam até 15 por cento do eleitorado, mostrariam relutância em apoiar uma opção tão polarizadora como a extrema-direita representada por De la Espriella.

As médias das sondagens reforçam esta interpretação. Cepeda poderia obter mais de dez pontos de vantagem sobre De la Espriella num segundo turno, um cenário significativamente mais favorável do que se tivesse enfrentado Paloma Valencia, caso em que a diferença prevista era de apenas quatro pontos.

Apesar das tentativas do ex-presidente Uribe de consolidar o apoio das suas bases a De la Espriella, a mobilização do eleitorado não fanático do uribismo enfrenta obstáculos. A extrema-direita apresenta divisões internas, evidenciadas pela declaração de Paloma Valencia de não apoiar ativamente a candidatura de De la Espriella num eventual segundo turno.

Esta fragmentação, aliada à consolidada unidade da esquerda e ao crescente apoio popular a Cepeda, reforça a sua posição. A candidatura de Cepeda não só aproveita a onda de apoio ao presidente Gustavo Petro, como também tem vindo a crescer por mérito próprio, o que lhe confere até mesmo possibilidades de vencer no primeiro turno.

No contexto político nacional, setores moderados e até mesmo de direita parecem estar a alinhar-se com a proposta de Cepeda, inclinando-se pela continuidade da mudança. A atual correlação de forças revela-se amplamente favorável à esquerda, consolidando a perceção de um novo ciclo político na Colômbia.

As eleições de 31 de maio apontam para uma derrota definitiva do uribismo, o que significaria a vitória de um país que procura deixar para trás uma fase política associada ao ex-presidente Uribe. Este cenário consolidaria uma profunda transformação no panorama político da nação.

Fonte:

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