A presidente do México convoca a uma mobilização nacional em defesa da soberania do país
A manifestação assinalará o segundo aniversário das eleições de 2 de junho de 2024 e tem como objetivo apresentar um balanço da gestão do governo e definir uma posição face à actual ofensiva mediática.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante o seu habitual encontro com a imprensa, convocou a população a reunir-se no domingo, 31 de maio, nas praças públicas das 32 entidades da República. A mobilização comemora os dois anos da eleição de 2 de junho de 2024 e tem como objectivo apresentar um relatório de prestação de contas, avaliar os resultados do projecto de governo e definir uma posição face à actual ofensiva mediática.
A presidente explicou que as actividades do próximo domingo incluirão transmissões em ecrãs gigantes para apresentar o balanço das ações realizadas durante o ano e meio de mandato. A chefe de Estado afirmou que o evento é importante para informar sobre as ações de defesa da soberania nacional, após reiterar que, no México, quem decide são os mexicanos.
«Haverá uma transmissão em direto para dar conta do nosso trabalho, do que fizemos ao longo de um ano e meio de governo e desde que ganhámos as eleições e, ao mesmo tempo, é importante explicar o motivo desta ofensiva mediática e também da defesa da soberania», afirmou Sheinbaum.
A convocação da dignitária mexicana ocorre após a confirmação da morte de dois cidadãos norte-americanos num acidente rodoviário no estado de Chihuahua, região governada pelo Partido da Ação Nacional (PAN), da oposição. Os meios de comunicação locais indicaram que as vítimas pertenciam à Agência Central de Inteligência (CIA) dos Estados Unidos e participavam numa operação em território mexicano.
O Gabinete de Segurança do México confirmou que nenhum dos dois cidadãos estrangeiros possuía acreditação formal para participar em actividades operacionais no país. Perante este facto, considerado uma violação da Constituição e das leis nacionais, a Procuradoria-Geral da República (FGR) advertiu que aplicará todo o peso da lei contra os responsáveis, ao avaliar a possível prática de crimes em matéria de segurança nacional.
No âmbito das investigações sobre o caso de Chihuahua, o órgão judicial intimou a governadora do estado, María Eugenia Campos, e o ex-procurador estadual, César Jáuregui, a comparecerem.
A Procuradoria-Geral da República também intimou 10 funcionários e ex-funcionários mexicanos acusados pelo Governo dos EUA de supostas ligações ao crime organizado, lista que inclui o governador em licença do estado de Sinaloa, Rubén Rocha.
Pouco depois de ter sido divulgado o incidente envolvendo os agentes em Chihuahua, o Governo de Washington solicitou a detenção provisória para efeitos de extradição dos 10 cidadãos mexicanos. A Procuradoria-Geral da República assinalou que o pedido norte-americano foi apresentado sem a apresentação de provas, pelo que solicitou formalmente ao país vizinho a entrega das provas correspondentes.
Pode partilhar esta história nas redes sociais:
Fonte:




