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Argentina: Profissionais do Garrahan convocam greve em defesa do hospital

De acordo com a secretária-geral da Associação de Profissionais e Técnicos (APyT), Norma Lezana, 224 profissionais e mais de 20 residentes renunciaram devido aos baixos salários.

Os profissionais de saúde do Hospital Garrahan, representados pela Associação de Profissionais e Técnicos (APyT) do centro pediátrico, realizarão uma greve de 24 horas nesta quinta-feira, 10 de julho, em defesa do centro pediátrico nacional. A medida visa denunciar o esvaziamento e a destruição da instituição, no âmbito de um conflito salarial e orçamental que se prolonga há quase dois anos.

A greve terá início às 07h00 (hora local), mantendo o atendimento aos pacientes internados e o serviço de plantão. Como parte das ações, será realizado um abraço simbólico ao meio-dia e uma conferência de imprensa às 14h00 para detalhar a problemática atual e anunciar uma nova greve e marcha para a próxima quinta-feira, 17 de julho.

Norma Lezana, secretária-geral da APyT, declarou que «toda a equipa de saúde está unida na defesa do hospital» e classificou a crise institucional como «dramática». Segundo Lezana, 224 profissionais «altamente qualificados» e mais de 20 residentes demitiram-se devido aos baixos salários, que deveriam ascender a um mínimo de 1.800.000 pesos, de acordo com a cesta básica.

Lezana criticou a postura do governo, apontando que «insistem em prolongar o conflito, não fazem nenhuma proposta de aumento salarial e apostam no desgaste e no cansaço». No entanto, afirmou que o resultado tem sido o contrário: «a equipa de saúde está cada vez mais coesa e o apoio social não para de crescer».

Por sua vez, Pablo Puccar, chefe de Cuidados Intermediários e Moderados do Garrahan, expressou a sua preocupação com a nomeação de Mariano Pirozzo como diretor, indicando que «ele não é do hospital» e que «nunca tivemos um diretor que não fosse da carreira hospitalar».

Com relação ao projecto de Lei de Emergência sobre saúde infantil, nesta quarta-feira, deputados da oposição conseguiram obter 65 assinaturas de 109 presentes no Congresso Nacional para decretar a emergência pediátrica no Garrahan. Anteriormente, Puccar afirmou que era a “última esperança”.

Além disso, o funcionário do centro pediátrico rejeitou as acusações de excesso de pessoal, enfatizando que “não é uma questão de postos de trabalho, o hospital é importante pela investigação e todo o trabalho que é feito”.

Fonte:

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