Onda de calor causa 65% das mortes na Europa
As alterações climáticas causaram 65% das 2300 mortes durante a última onda de calor na Europa, de acordo com um estudo publicado hoje pelo Instituto Grantham do Imperial College do Reino Unido.
De acordo com o centro, após analisar 12 grandes cidades europeias com uma população combinada de mais de 30 milhões de pessoas, descobriu-se que aproximadamente 2.305 mortes foram causadas pelas altas temperaturas, e 65% delas estavam relacionadas com as alterações climáticas antropogénicas.
O estudo recolheu apenas amostras do período compreendido entre 23 de junho e 2 de julho.
Segundo os autores do estudo, os dados mostram que o número previsto de mortes prematuras devido às alterações climáticas antropogénicas triplicou.
Os cientistas informaram que os residentes da capital italiana, Milão, foram os mais afetados pelo calor, onde 499 mortes estão relacionadas com o calor, 317 das quais foram causadas pelas alterações climáticas antropogénicas.
As alterações climáticas antropogénicas também causaram 286 mortes em Barcelona, 235 em Paris e 171 em Londres. Seguem-se Roma (164), Madrid (108), Atenas (96), Budapeste (47), Zagreb (31), Frankfurt (21), Lisboa (21) e Sásari (6). Observa-se que mais de 80% das mortes relacionadas com o calor foram registadas em pessoas com mais de 65 anos.


