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Quarta semana de manifestações na Bolívia exige a demissão do presidente Rodrigo Paz

Os manifestantes estão a realizar 59 bloqueios de estradas em seis das nove regiões do país. No sábado passado, o plano do Governo para desbloquear as estradas através de uma operação do exército e da polícia fracassou pela segunda vez.

A Bolívia completou esta segunda-feira a quarta semana de protestos que exigem a demissão do presidente Rodrigo Paz Pereira. Ao longo do dia, uma mobilização maciça de diversos sectores sociais encheu o Paseo del Prado no centro de La Paz.

Colunas de agricultores da zona sul de La Paz, habitantes da cidade de El Alto, trabalhadores mineiros, associações de moradores e representantes de vários sindicatos manifestaram de forma massiva a sua oposição ao Governo e ao seu plano de privatizações. Paralelamente à manifestação principal, um grupo de manifestantes foi reprimido pela polícia quando tentava entrar na Praça Murillo.

Os protestos marcaram a quarta semana de mobilizações convocadas pela Central Obrera Boliviana, a par de mais de 50 bloqueios de estradas em seis regiões do país.

Durante o dia, também se registaram bloqueios de estradas em La Paz devido à escassez de combustível, enquanto um grupo de manifestantes impedia a entrada e saída de passageiros e encomendas nas portas do Aeroporto Internacional de El Alto.

A resistência dos povos aimarás do altiplano, ao longo do trajeto de La Paz para Oruro, impediu que as forças combinadas e um ministro de Estado responsável pela operação levassem a cabo a medida de abertura das estradas, pelo que tiveram de se retirar da zona por caminhos alternativos de terra.

Durante esta operação, faleceu um camponês de 24 anos, facto que enfureceu e provocou indignação entre as populações camponesas.

A Central Obrera Boliviana abriu a possibilidade de dialogar com o Governo sob duas condições: libertar os detidos nos confrontos dos últimos dias e suspender o mandado de detenção contra o dirigente da organização, Mario Argollo, e outros líderes sindicais.

O mapa oficial indicou que os protestos ocorreram em La Paz, Oruro, Potosí, Chuquisaca, Cochabamba e Santa Cruz, enquanto Beni, Pando e Tarija não registaram bloqueios de estradas.

A operação governamental mal sucedida, denominada «Corredor Humanitário com Bandeiras Brancas», tentou abrir caminho entre La Paz e Oruro utilizando tratores, polícias e militares, que lançaram gás lacrimogéneo perante a resistência dos manifestantes, que voltaram a erguer barreiras com terra, pedras e troncos após a passagem da caravana.

O mapa oficial indicou que os protestos ocorreram em La Paz, Oruro, Potosí, Chuquisaca, Cochabamba e Santa Cruz, enquanto Beni, Pando e Tarija não registaram bloqueios de estradas.

A operação governamental mal sucedida, denominada «Corredor Humanitário com Bandeiras Brancas», tentou abrir caminho entre La Paz e Oruro utilizando tratores, polícias e militares, que lançaram gás lacrimogéneo perante a resistência dos manifestantes, que voltaram a erguer barreiras com terra, pedras e troncos após a passagem da caravana.

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