Petro acusa EUA de crime de guerra após novo ataque a navio
Petro condenou o ataque que deixou 14 mortos e comparou-o com uma operação internacional em que participou a Marinha colombiana, na qual foram apreendidas quase oito toneladas de cocaína sem matar ninguém.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, acusou de crime de guerra as acções militares cometidas nesta terça-feira pelo governo dos EUA contra quatro embarcações, em meio à sua implantação militar sob a narrativa da luta contra o narcotráfico.
O presidente colombiano respondeu na rede X à publicação de Peter Hegseth, secretário de guerra dos EUA, onde mencionou que “três ataques cinéticos letais foram executados contra quatro embarcações operadas por Organizações Terroristas Designadas (OTDs) que traficam narcóticos no Pacífico Oriental”.
Os ataques realizados pelas forças militares norte-americanas saíram, segundo o funcionário norte-americano, um total de 14 “narcoterroristas mortos” e um sobrevivente, caso assumido pelas forças da marinha mexicana.
Petro comparou esta operação com uma operação internacional envolvendo a Marinha colombiana onde quase oito toneladas de cocaína perto da Europa foram apreendidas. “As sete toneladas de cocaína que apreendemos na Europa estavam em grandes contentores de navios, e não matamos ninguém”, disse.
Las siete toneladas de cocaína que incautamos en Europa estaban en contenedores de gran barco, y no matamos a nadie.
— Gustavo Petro (@petrogustavo) October 28, 2025
Eso que hace señor Secretario of War es un crimen de guerra. https://t.co/b7HgDvviwS
Pete Hegseth afirmou que as embarcações eram “conhecidas” por seu “aparato de inteligência, enquanto transitavam por rotas conhecidas de tráfico de drogas e transportavam narcóticos”. No encerramento da publicação, o secretário disse que eles têm defendido outras nações por mais de duas décadas e agora eles têm que se defender, anunciando que esses “narcoterroristas mataram mais americanos do que a Al-Qaeda, e receberão o mesmo tratamento”.
A ofensiva de “guerra ao narcotráfico” de Donald Trump que realizaram desde setembro, primeiro no Caribe e depois no Pacífico oriental, destruiu 14 barcos e matou pelo menos 57 pessoas acusadas de supostos narcotraficantes.
Essas ações militares foram questionadas dentro dos próprios Estados Unidos, onde democratas como Jack Reed, de Rhode Island, que são seniores no comitê das forças armadas, alegaram que o governo dos EUA não apresentou nenhuma justificativa legal, evidência ou inteligência crível sobre os ataques.
Durante o dia, Gustavo Petro também compartilhou uma declaração em sua conta X onde alegou que sua estratégia contra o narcotráfico é a mais eficaz do mundo e de sua história.
“Nossa estratégia antinarótica é perseguir o chefão e se apoderar o máximo possível nas vinícolas, nos grandes navios, nos portos, no mar também, mas sem matar ninguém (…) Em relação aos outros povos podemos dizê-lo com orgulho e olhando de frente, nós aqui na Colômbia, a força pública alcançou o maior cano da história mundial”, disse o líder colombiano.
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