Pobreza em Honduras cai 15,4% devido a investimento público recorde durante o governo de Xiomara Castro
O Governo conclui o seu mandato com uma redução da pobreza de 13,5 pontos percentuais e de 15,4 pontos na pobreza extrema. O desemprego diminuiu para 4,9%.
O Instituto Nacional de Estatística (INE) informou nesta terça-feira que a pobreza em Honduras diminuiu para 60,1% em 2025, o que representa uma queda de 13,5 pontos percentuais em relação a 2021 (73,6%). Os resultados coincidem com a reta final do mandato da presidente Xiomara Castro, a primeira mulher a exercer o cargo.
O relatório detalha que a pobreza extrema diminuiu 15,4 pontos percentuais, passando de 53,7% em 2021 para 38,3% em 2025. O diretor do INE, Eugenio Sosa, destacou que o crescimento sustentado demonstra que mais famílias conseguem superar a linha da pobreza, e que o governo de Xiomara Castro bateu o recorde histórico de investimento público em Honduras. O acumulado na gestão presidencial para investimento público atingiu 304,487 milhões de lempiras, 79% a mais do que os três governos do Partido Nacional, da oposição, investiram em 12 anos.
La pobreza en Honduras disminuye.
— INE Honduras (@INE_Honduras) November 18, 2025
Según datos de la Encuesta Permanente de Hogares y Propósitos Múltiples (EPHPM) del INE, la tasa de pobreza pasó de 73.6% en 2021 a 60.1% en 2025, lo que representa una reducción del 13.5% en este período.
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O secretário das Finanças, Christian Duarte, destacou que o Governo concentrou esforços em «descapturar o Estado» e reorganizar as finanças públicas, revogando fundos fiduciários e renegociando contratos, o que permitiu disponibilizar 350 mil milhões de lempiras (13,3 milhões de dólares) para investimento. A gestão de Castro priorizou sectores como educação, saúde e energia, onde conseguiu que mais de 900 000 famílias não pagassem pela energia eléctrica.
No mercado de trabalho, a população ocupada cresceu de 3.722.370 para 4.075.415 pessoas no período 2021-2025. A taxa de desemprego também diminuiu de 8,6% em 2021 para 4,9% em 2025.
Duarte reconheceu que, apesar dos avanços, as medidas continuam a ser insuficientes para acabar com a pobreza de forma estrutural e sublinhou que a persistência da desigualdade representa um desafio fundamental. O funcionário destacou que um pequeno sector da população concentra grande parte da riqueza, o que limita o impacto das políticas públicas.
A redução histórica da pobreza e o recorde de investimento público durante o mandato da presidente Xiomara Castro reforçam o modelo de democratização da questão pública e a priorização das grandes maiorias. Os resultados evidenciam um processo de transformação socioe-conómica que rompe com as políticas neoliberais anteriores e posiciona as Honduras no caminho da justiça social, embora a luta contra a desigualdade e o assédio das elites tradicionais persistam como desafios à integração regional.
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