América Latina e CaraíbasPeru

Pedro Castillo denuncia criminalmente congressistas pela sua destituição

De acordo com Castillo, o Congresso aprovou a medida com 101 votos, quando o regulamento legislativo estabelece que são necessários 104 votos para tornar efectiva a destituição presidencial.

O ex-presidente peruano Pedro Castillo apresentou uma queixa criminal ao Ministério Público contra uma centena de congressistas que aprovaram a sua destituição após a tentativa fracassada de dissolver o Congresso em dezembro de 2022.

No documento, Castillo acusa parlamentares de terem cometido os crimes de abuso de autoridade e nomeação ilegal de cargos públicos, em seu prejuízo e do Estado – Poder Executivo.

Segundo o ex-presidente, o processo de destituição foi realizado de forma irregular, violando seu direito à defesa e ao devido processo legal, não tendo a correspondente assessoria jurídica.

O ex-chefe de Estado argumenta ainda que sua demissão foi inconstitucional, uma vez que o Congresso aprovou a medida com 101 votos, quando o regulamento legislativo — artigo 89-A, subseção C — estabelece que 104 votos são necessários para tornar a destituição presidencial efetiva.

Castillo também incluiu na denúncia a actual presidente, Dina Boluart e, que é responsável pela aceitação ilegal da acusação após ser afastada da Presidência, e afirmou que sua suposição violava a ordem constitucional e afectava a institucionalidade do Executivo.

Em sua apresentação ao Ministério Público, o ex-presidente solicitou a abertura de uma investigação que inclua o seu depoimento, assim como a do Procurador-Geral do Poder Executivo, o de Boluarte e o dos cem parlamentares denunciados.

O resumo esclarece que o congressista Hernando Guerra García, falecido em setembro de 2023, não foi incluído na denúncia, tendo extinto a acção penal por sua morte.

Castillo também pediu que tanto os réus quanto as partes prejudicadas fossem convocados para prestar seu depoimento. Esta nova acção legal vem depois que, em junho de 2023, uma queixa semelhante foi parcialmente apresentada por falta de provas. Porém, o ex-presidente insiste que sua destituição carecia do número de votos exigidos por lei.

O ex-presidente foi preso a 7 de dezembro de 2022, após anunciar a dissolução do Congresso, que parou as transformações a favor dos setores populares e lhe deu um golpe parlamentar.

Fonte:

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

A cobertura mediática sobre Cuba e a América Latina é dominada por um só lado. Nós mostramos o outro. Receba análises geopolíticas que fogem do mainstream ocidental.

Não enviamos spam! Leia a nossa política de privacidade para obter mais informações.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *