Povo da Venezuela recebe treino militar em mais de 340 quartéis
A Força Armada Nacional Bolivariana da Venezuela abre as suas portas para o treino das milícias numa nova etapa de defesa da nação.
Neste sábado, 13 de setembro, o povo bolivariano entrou numa nova fase de mobilização em defesa da Venezuela contra uma ameaça externa. Mais de 340 quartéis em todo o país recebem milicianos e milicianas para continuar com os cursos de treino.
Em meados de agosto deste ano, o plano começou com o apelo do presidente Nicolás Maduro para que a população em geral se alistasse nas milícias, ao mesmo tempo em que mobilizava membros das Forças Militares para os Quadrantes de Paz em todo o território nacional.
Maduro disse que recebeu na sexta-feira, 12 de setembro, os primeiros resultados da activação da Operação Independência 200: “a implementação do nosso Plano de Paz foi um sucesso absoluto. Agora começa uma fase avançada de treinamento e coesão de combate”, afirmou.
De Ciudad Caribia, no estado de La Guaira, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, liderou na madrugada desta quinta-feira, 11 de setembro, a implementação do Plano Independência 200, sob o conceito de uma “Resistência Activa e Defensiva Permanente”.

Fases de mobilização
O plano impulsionado pelo presidente Maduro foi desenvolvido em quatro fases estratégicas, focadas da seguinte forma: alistamento na Milícia Bolivariana e destacamento defensivo e treino territorial.
Na implantação, cada cidadão e cidadã recebe uma missão, uma arma e um local de defesa, coordenados pelas Unidades Comunais Milicianas (UCM) e pelas Brigadas Populares de Defesa Integral, que ultrapassam as 15.000 unidades em todo o país e estão articuladas com os Conselhos Comunais.
A terceira é a fase da Luta não armada, orientada para fortalecer a defesa da paz frente à guerra económica e às ações de desestabilização promovidas pelo imperialismo, tanto na sua fase de guerra psicológica como se avançasse na cinética.
A quarta fase é a Luta Armada, criada como estratégia de defesa e baseada na doutrina militar bolivariana, salvaguardando a soberania nacional e a segurança dos territórios sem promover a guerra, mas disposta a defender a nação na concepção de guerra de todo o povo.
Na mesma actividade, o presidente Maduro ordenou à FANB, à Milícia Bolivariana e aos corpos de segurança do Estado que garantissem a protecção total das costas venezuelanas, reforçando assim a defesa integral da nação.
Ao activar o Plano Independência 200, que incluiu a activação de 284 frentes de batalha, o mandatário sublinhou que as costas do país devem estar “livres de imperialistas, invasores e grupos violentos”.

Resistência ativa prolongada
Durante a sua intervenção no Congresso do PSUV, o secretário-geral do partido, Diosdado Cabello, afirmou que o povo está a caminho de uma “resistência activa prolongada em todas as frentes, na militar, na política, no nosso partido, na económica, na cultural, na diplomática”, em todas as frentes.
“Essa fusão popular, militar e policial também tem de servir para garantir a longo prazo, a longo prazo, a nossa própria libertação, a libertação da nossa pátria. Esse inimigo nunca vai desistir dos seus objectivos”, afirmou.
Sobre a atitude do governo de Trump, enfatizou que “seria um erro histórico fazer concessões ao imperialismo, porque quando se fazem concessões ao imperialismo, ele quer mais. Ele quer mais. Não há concessões ao imperialismo. Não há negociações”.
No encerramento de sua intervenção, convocou os delegados a “assumir em cada comunidade que os elegeu, a liderança de todos os contatos e nos prepararmos definitivamente para a transição desta revolução pacífica para a luta armada em defesa do nosso povo”.
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