Venezuela

Povo venezuelano mobiliza-se em defesa da soberania

Os cidadãos marcham insistindo no apelo à coexistência pacífica e reiterando que os venezuelanos querem preservar a tranquilidade.

Milhares de venezuelanos reuniram-se na terça-feira, 23 de setembro, numa marcha para defender a paz, a soberania, as forças armadas e apoiar o presidente constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, perante as ameaças dos Estados Unidos. A mobilização, convocada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), partiu da Zona Rental, na Plaza Venezuela, até à Avenida Bolívar, em Caracas, a capital venezuelana.

Nahum Fernández, vice-presidente de Mobilização e Eventos do PSUV, afirmou que a mensagem é clara para o mundo: “Não se metam com a Venezuela”. Num discurso proferido durante o comício, Fernández manifestou a vontade dos venezuelanos, a quem chamou “filhos de Bolívar”, de pegar em armas se o país for atacado.

Através das suas redes sociais, o líder venezuelano assegurou que “o império não cessa no seu desejo de ameaçar e atacar a Pátria Bolivariana”, ao mesmo tempo que sublinhou que os movimentos sociais, as organizações políticas, os porta-vozes comunitários e os representantes de todas as idades levantam a sua voz com coragem e heroísmo. Na mesma linha, sublinhou que a Venezuela é “um povo indomável, com coragem e herdeiro da vontade dos nossos heróis”.

“Não queremos invasão, guerra ou intervencionismo de qualquer tipo. Dizemos ao governo dos EUA que deve cessar as suas ameaças, os seus ataques à Venezuela, e da mesma forma, respondemos a partir das ruas, onde a história da Revolução Bolivariana é escrita”, escreveu Fernández.

Por seu lado, a presidente da Câmara de Caracas, Carmen Meléndez, sublinhou que a marcha conta com a presença de “todos os que amam a pátria”, destacando a preparação do povo face ao cerco dos EUA. Carmen Meléndez recordou que milhões de venezuelanos responderam ao apelo do Presidente Maduro para se alistarem nas milícias e noutras forças de combate.

Desde as primeiras horas da manhã, os venezuelanos começaram a reunir-se, insistindo no apelo à coexistência pacífica e reiterando que os venezuelanos querem preservar a tranquilidade.

De acordo com a Vice-Presidência de Mobilização e Eventos do PSUV, “estas mobilizações fazem parte de uma série de acções civis e militares destinadas a reforçar a unidade e a defesa integral do território venezuelano”.

No sábado, 20 de setembro, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e as Milícias realizaram uma jornada de mobilização de massas sob o lema “Os quartéis vão ao povo”. O exercício militar teve como objetivo aproximar as forças profissionais das comunidades.

A atividade incluiu uma caravana de tanques da FANB que partiu de Fuerte Tiuna, em Caracas, enviando uma mensagem clara aos Estados Unidos e aos seus aliados: a Venezuela está preparada para defender todos os cantos do seu território.

Na mesma linha, foi ativado previamente o plano Povo vai ao Quartel para treinar a população na defesa do país. O dia reforçou a posição do governo de fortalecer a união civil-militar como uma medida de segurança nacional.

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