Presidente interina da Venezuela exorta estudantes de direita a dizerem a verdade sobre as libertações
Delcy Rodríguez exortou os sectores universitários a aderirem ao programa de convivência e paz, ao mesmo tempo em que os instou a praticar uma política responsável, «longe do espetáculo e da politicagem».
Nesta terça-feira, a presidente em exercício da República Bolivariana da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou as instalações da Universidade Central da Venezuela (UCV), instituição de ensino superior da capital venezuelana recentemente restaurada pelo Governo Bolivariano. Durante a visita, a mandatária manteve um encontro informal com estudantes, no qual se referiu ao processo de libertação de presos que o executivo está a levar adiante e instou os representantes da extrema direita venezuelana a praticarem uma política responsável, «longe do espetáculo e da politicagem».
Rodríguez pediu aos jovens que dissessem a verdade sobre as libertações e não caíssem em manipulações. «É importante não manipular, há ONGs que estão a cobrar dos familiares e isso tem que acabar», disse a presidente interina, acrescentando: «Chega de mentiras, chega de manipulações, isso teve um custo muito caro paraa este país. Ele sofreu uma agressão militar».
Além disso, apelou ao diálogo entre todos os atores políticos, concordantes e divergentes, sob uma abordagem inclusiva, salientando que «os venezuelanos preferem os acordos, em vez da confrontação».
A presidente interina exortou os universitários a aderirem ao Programa para a Convivência e a Paz, uma iniciativa concebida para combater a propagação do ódio e da violência no país.
Na véspera, o ministro do Interior, Justiça e Paz da Venezuela, Diosdado Cabello, confirmou a libertação de 808 pessoas como parte do plano de reconciliação nacional, impulsionado pelo presidente Nicolás Maduro e pela presidente interina Delcy Rodríguez. Ao mesmo tempo, o ministro denunciou que organizações não governamentais extorquem familiares de presos com falsas promessas de libertação.
Presidenta encargada de la República Bolivariana de Venezuela, Delcy Rodríguez, realizó un recorrido por las instalaciones recién restauradas en la Universidad Central de Venezuela (UCV), en dicho recorrido se reunió, conversó y compartió impresiones con trabajadores en esta… pic.twitter.com/2DIFy1pW6K
— teleSUR TV (@teleSURtv) January 28, 2026
O Programa para a Convivência e a Paz foi lançado recentemente em um encontro com membros do Conselho de Convivência e Paz no salão Sol del Perú do Palácio de Miraflores, onde Rodríguez destacou a necessidade de realizar um «inventário» ou revisão exaustiva da situação actual para fortalecer a paz a partir das bases comunitárias.
Dias antes dessa visita, a mandatária havia apelado à reflexão colectiva e à unidade nacional como mecanismos para conter a violência e o ódio, fortalecer a estabilidade institucional e contribuir para o bem-estar social do povo venezuelano, num contexto que exige serenidade e compromisso político.
Restauração da Universidade Central da Venezuela
Durante o dia, a mandatária referiu-se a esta visita como parte de uma «nova etapa da casa que vence as sombras». A este respeito, a Comissão Presidencial para a Recuperação da UCV informou a reabilitação de 75 edifícios do campus, como parte de 93 frentes de trabalho ativadas na Cidade Universitária de Caracas.
As intervenções incluem a restauração de 689 salas de aula, 619 escritórios, 495 casas de banho, 238 laboratórios, 14 campos desportivos, 13 auditórios, 13 anfiteatros, nove ginásios, cinco salas de cirurgia, dois consultórios médicos e seis obras da coleção «Síntese das Artes». Além disso, foram construídas 102 rampas para garantir a acessibilidade universal no recinto.

A recuperação da UCV faz parte de um esforço institucional voltado para revitalizar espaços académicos estratégicos do país, garantindo condições adequadas para o desenvolvimento da atividade universitária. A visita desta terça-feira evidenciou o avanço nas obras de restauração e protegeu o património arquitectónico da Cidade Universitária, declarada Património da Humanidade pela UNESCO.
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