Venezuela

Presidente Maduro: 70% da cocaína sai das empresas bananeiras de Noboa

O presidente Nicolás Maduro negou novamente as acusações de tráfico de drogas contra a Venezuela, apontando o seu homólogo equatoriano Daniel Noboa como responsável pela exportação de 70% da cocaína para os Estados Unidos e Europa através das suas empresas bananeiras.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, voltou a negar nesta quinta-feira as acusações de tráfico de drogas que pesam sobre o seu país e apontou o presidente do Equador, Daniel Noboa, como responsável pela exportação de 70% da cocaína para os Estados Unidos e a Europa através das suas empresas de banana.

Durante uma visita à Comuna Socialista Amalivaca, no sector Pinto Salinas, na paróquia El Recreo de Caracas, Maduro insistiu que as afirmações sobre o tráfico de drogas na Venezuela são «mentira», citando relatórios internacionais que demonstram a irrelevância da Venezuela na produção e no tráfico de drogas.

Em contrapartida, afirmou que a «verdade» é que os portos das empresas pessoais e familiares de Daniel Noboa são a via para grande parte do tráfico de cocaína.

Já em setembro, o presidente Maduro havia denunciado que, sob o governo de Daniel Noboa, o Equador se tornou uma base de operações do narcotráfico.

Nesse contexto, uma investigação internacional revela que máfias dos Balcãs usaram contentores da Noboa Trading para enviar cocaína do Equador para a Europa. Ao mesmo tempo, o The New York Times afirma que 70% da cocaína que circula no mundo passa pelo Equador, que se tornou hoje uma autoestrada do tráfico de drogas global.

A especialista em segurança Carla Álvarez alerta que o país oferece «infraestructuras pouco vigiadas» e um setor exportador ideal para o crime organizado.

O jornalista Andrés Durán, hoje exilado, vai além: «O presidente Daniel Noboa lidera uma rede internacional de tráfico de cocaína e crime organizado». As denúncias apontam para conflitos de interesse, falta de controlo e um Estado sobrecarregado, enquanto as rotas operam com precisão a partir dos portos equatorianos.

Luta contra o narcotráfico na Venezuela

Nesta quinta-feira, o presidente da Venezuela também negou categoricamente as acusações de narcotráfico que pesam sobre o seu país. Citando relatórios da DEA, da Organização das Nações Unidas, da União Europeia e da Organização Mundial das Alfândegas, Maduro afirmou que a Venezuela é «irrelevante na produção e no tráfico de drogas» há «vários anos».

Por outro lado, o presidente venezuelano responsabilizou a oligarquia dos governos colombianos anteriores, como os de Álvaro Uribe, Andrés Pastrana e Juan Manuel Santos, por terem criado um «narcoestado» na Colômbia, país que chegou a ter até 250 000 hectares de produção de folhas de coca. Em contraste, Maduro afirmou que na Venezuela não existe «nem um hectare de folha de coca» nem de maconha.

Por fim, destacou os esforços da Venezuela para combater o tráfico de drogas proveniente da Colômbia, ressaltando que, embora 6% da cocaína anual tente passar pelo território venezuelano, as autoridades conseguiram apreender e destruir mais de 70% dessa parcela. A meta para o próximo ano, garantiu, é atingir 100% de apreensão e destruição.

Fonte:

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