
Sheinbaum: os protestos da CNTE não reflectem uma diminuição do apoio da população ao governo
Cidade do México. As manifestações de um grupo de professores da Coordenadora Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), durante a sua digressão do fim de semana em Zacatecas, foram exageradas pelos seus adversários e não reflectem uma diminuição do apoio da população ao seu governo, afirmou esta terça-feira a presidente, Claudia Sheinbaum Pardo.
Na sua conferência de imprensa matinal no Palácio Nacional, a chefe do Executivo respondeu a uma pergunta sobre uma sondagem que lhe atribui um aumento no seu índice de aprovação e sobre as críticas surgidas na sequência do protesto ocorrido em Río Grande, Zacatecas.
Explicou que, durante o evento público, «chegaram alguns professores que estavam fora do local do evento» e salientou que se tratava de uma presença minoritária.
«Eram muito poucos professores. Toda a gente tem o direito de se manifestar. Ninguém vai ter com a polícia ou à Guarda Nacional para lhes dizer: «Saiam daí, porque não são bem-vindos», afirmou.
Sheinbaum defendeu o direito à liberdade de manifestação e garantiu que o seu governo não recorrerá às forças de segurança para dispersar os manifestantes. Ao mesmo tempo, considerou que o episódio foi utilizado pelos seus críticos para sustentar a narrativa de uma suposta queda na sua popularidade.
«Os professores da CNTE, que são supostamente superradicais, não é? Ora, quem os defende? Pois toda a «comentocracia» que está contra nós», afirmou.
Acrescentou que, em anos anteriores, as mobilizações da CNTE mal recebiam cobertura mediática. «Quando a CNTE se mobilizava nos seus bons tempos, não aparecia em nenhum jornal, nem na televisão. Agora, sim, aparece nas primeiras páginas dos jornais», referiu.
A Presidente também questionou aqueles que, segundo ela, defendem que os professores estavam em melhores condições antes do actual governo.
«Estavam melhor com a reforma educativa de Peña Nieto? Estavam melhor quando o aumento salarial dos professores era de apenas 3 por cento? Estavam melhor quando não havia nomeações definitivas para os professores?», questionou.
Referiu que, durante o diálogo com os manifestantes, respondeu às suas questões porque «há direito» ao diálogo e garantiu que, apesar do protesto, «o evento foi muito bonito».
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