
O presidente eleito da Colômbia vai eliminar o cargo de Comissário para a Paz
A resolução implica a extinção da Secretaria Presidencial para os Direitos Humanos e o Direito Internacional Humanitário, bem como da Secretaria para a Reconciliação Nacional.
Abelardo de la Espriella, presidente eleito da Colômbia, anunciou que o cargo de Comissário da Paz será eliminado e que as secretarias de Reconciliação Nacional e de Direitos Humanos serão encerradas.
No próximo dia 7 de agosto, Abelardo de la Espriella assumirá o cargo de presidente e informou que será eliminado o cargo de comissário para a Paz, que até à data tem liderado as conversações com os grupos armados no país.
A resolução implica a extinção da Secretaria Presidencial para os Direitos Humanos e o Direito Internacional Humanitário, bem como da Secretaria para a Reconciliação Nacional.
🚨 El presidente electo de #Colombia, Abelardo de la Espriella, anunció la supresión del Comisionado de Paz y el cierre de las consejerías de Reconciliación Nacional y de DDHH. Organismos internacionales advierten que la medida profundiza los ciclos de violencia. #teleSUR pic.twitter.com/PkUJofEnaZ
— teleSUR TV (@teleSURtv) July 14, 2026
Num discurso que partilhou nas suas redes sociais, anunciou que o cargo de comissário para a Paz também será eliminado, porque, como ele próprio afirmou: «não haverá mais processos de falsa paz no seu Governo».
Da mesma forma, salientou que Rodrigo Londoño, conhecido por Timochenko, o terceiro e último líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC-EP) e um dos signatários do Acordo de Paz, «merece ficar preso para o resto da vida» e que se empenhará para que isso aconteça.
Por outro lado, referiu-se à Jurisdição Especial para a Paz (JEP), o tribunal de justiça transicional criado na sequência do acordo de 2016, e descreveu-o como uma entidade que oferece «refúgio» a Pilar Rueda, cônjuge do ex-candidato presidencial Iván Cepeda, que é agora senador da oposição.
O desaparecimento destas entidades especializadas implica o fim do diálogo político como meio para pôr termo às hostilidades e proceder à desmobilização.
Os intervenientes da comunidade internacional e as organizações de direitos humanos têm vindo a salientar, ao longo do tempo, que a falta de vias institucionais para a negociação tende a agravar os ciclos de violência e a reduzir as oportunidades de uma resolução pacífica do conflito armado.
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