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Petro desmente o Senado: “Cartel dos Soles” não existe na Colômbia

Anteriormente, o Presidente Gustavo Petro salientou que a narrativa do Cartel dos Sóis é "uma desculpa fictícia do imperialismo para derrubar governos".

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reafirmou através de suas redes sociais que não há provas judiciais em seu país sobre um “Cartel dos Sóis”, após a recente proposição aprovada pelo Senado colombiano que declara o referido grupo como uma organização criminosa transnacional supostamente ligada ao governo de Nicolás Maduro na Venezuela.

A declaração de Petro também contrasta com as acusações infundadas dos Estados Unidos, que ofereceram uma recompensa milionária por informações que levem à prisão do líder venezuelano por sua suposta liderança do cartel.

O presidente colombiano já descreveu anteriormente a narrativa do cartel como uma “desculpa fictícia da extrema direita para derrubar governos”.

Na sua publicação, o presidente colombiano explicou que a cocaína que chega à Venezuela através do estado de Apure provém do centro da Colômbia. Em regiões fronteiriças como Catatumbo, a droga é controlada por grupos armados que foram fortalecidos e com os quais já estão em andamento processos de paz. Nessa linha, ele escreveu: “Hoje já temos mais de 5.000 hectares em processo de erradicação voluntária”.

Relativamente ao Comboio de Aragua, uma quadrilha prisional que já foi desmantelada e declarada extinta pelo governo venezuelano, Petro salientou que “dezenas de membros” deste grupo foram capturados na Colômbia. No entanto, sublinhou que não devem ser classificados como terroristas, uma vez que são constituídos por migrantes envolvidos em actividades criminosas.

Em contrapartida, Petro referiu que grupos como o Estado Mayor Central (EMC), uma dissidência das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), cometeram actos classificados como terrorismo ao atingirem a população civil com explosivos.

A extinta quadrilha Tren de Aragua, mencionada na quarta-feira por Petro e usada repetidamente pelos Estados Unidos para justificar as deportações e apontar falsamente o dedo ao governo venezuelano, não tem ligações com o presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Um relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA (NIC), datado de 7 de abril de 2025 e apoiado por 18 agências de inteligência, conclui que não há provas de que o governo de Maduro dirija ou coordene o Comboio de Aragua.

O documento também desmonta a acusação de uma “invasão orquestrada” de migrantes venezuelanos, argumentando que a migração é uma resposta a factores socioeconómicos e não uma estratégia governamental.

Este relatório contrasta diretamente com a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA, que em julho de 2024 incluiu o Comboio de Aragua na sua lista de organizações criminosas transnacionais, comparando-o a cartéis de grande dimensão.

Fonte:

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