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Trump: “Podemos passar por Cuba depois de terminarmos isto”

O presidente lançou uma nova ameaça contra Havana, no meio do conflito aberto com o Irão.

O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou nesta segunda-feira uma nova ameaça contra Cuba, no meio do conflito que se gerou após o seu ataque contra o Irão, em conjunto com Israel.

«Podíamos passar por Cuba depois de terminarmos isto», disse o presidente a partir da Casa Branca, em resposta a uma jornalista que lhe perguntou por que razão tinha deixado de ameaçar os países que enviassem combustível para a ilha.

«Cuba é outra história», justificou Trump. Na sua opinião, o país caribenho «tem sido terrivelmente mal administrado há muito tempo» e tem um «sistema terrível». «E temos muitos cubano-americanos excelentes, dos quais a maioria votou em mim», acrescentou, numa aparente referência à sua base eleitoral na Flórida.

Por essa razão, não descartou abrir mais uma frente de hostilidades contra o país caribenho, que classificou de «Estado falhado». Na opinião do inquilino da Casa Branca, que intensificou o bloqueio que os EUA mantêm há mais de meio século contra Cuba, as dificuldades económicas que a ilha enfrenta são consequência de ter sido «horrivelmente governada por Castro durante muitos anos».

Na véspera, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou a sua determinação em defender o seu país até à morte, caso este fosse alvo de uma agressão militar por parte dos EUA 

Questionado numa entrevista  à NBC News sobre se temia seguir o mesmo caminho do seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, sequestrado pelas forças do país norte-americano e levado à justiça, ou do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, assassinado num bombardeamento israelo-americano, o líder cubano afirmou que a responsabilidade dos líderes da sua nação implica «a convicção de estarem dispostos a dar a vida pela Revolução» e «pela causa» que defendem.

«Vamos defender-nos e, se for preciso morrer, morreremos», salientou. Nessa linha, insistiu: «Como diz o nosso hino nacional: “Morrer pela pátria é viver”», enfatizou. «Não tenho receios. Estou disposto a dar a minha vida pela Revolução», sublinhou.

Além disso, afirmou estar confiante de que o povo norte-americano não permitirá nem aceitará que o seu Governo «invada» uma ilha que não representa «qualquer preocupação em termos de segurança nacional» para o seu país.

Fonte:

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