Tu és Cuba, filho!
Os dias passaram com as suas horas e minutos. Passaram o tempo e os momentos dos últimos dias vividos em Cuba, carregados daquela mistura humana de sentimentos que somam tristeza, dor, orgulho e raiva, raiva que perfura a alma.
Eles carregam a lembrança do heroísmo, da dignidade, da lealdade.
Ninguém escondeu as lágrimas. Elas brotaram espontaneamente diante da imagem dos combatentes caídos.
Juntaram-se às dos entes queridos de San Antonio a Maisí.
Fidel dizia isso há anos: «… a dor multiplica-se…» nesta terra de homens e mulheres bravos.
O passo firme. O silêncio. As salvas de tiros. O hino glorioso e a bandeira tricolor com a faixa preta. Era a homenagem dos agradecidos a 32 cubanos corajosos e dignos.
Consolación del Sur, terra natal do capitão Yoel Pérez Tabares, tremia ao dar o último adeus ao filho de Yoel, o homem humilde que soube plantar as sementes que moldaram o capitão do Ministério do Interior.
A dor aperta o peito do pai. Nas suas mãos, a integrante do Comité Central do PCC e primeira secretária em Pinar del Río, Yamilé Ramos Cordero, deposita a bandeira cubana que protegeu as cinzas do filho morto em combate na República Bolivariana da Venezuela na madrugada de 3 de janeiro de 2026, após o ataque imperial.
Os olhos do velho construtor enchem-se de lágrimas e, embora sem palavras, o rosto parece dizer: «Tu és Cuba, filho»!
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