Venezuela denuncia ataque dos EUA contra o IVIC como agressão à sua cultura científica
Ao denunciar o ataque dos EUA, a ministra disse que a ciência da Venezuela busca conhecimento para a paz e o bem-estar do povo. «Esse é o modelo que eles tentam destruir».
A ministra da Ciência e Tecnologia da Venezuela, Gabriela Servilia Jiménez Ramírez, denunciou o ataque com mísseis contra o Instituto Venezuelano de Investigações Científicas (IVIC) no passado dia 3 de janeiro, classificando-o como «um ataque direto contra a cultura científica venezuelana».
Numa mensagem publicada na sua conta do Telegram, a funcionária afirmou que dois mísseis atingiram as instalações do IVIC, sem descartar a possibilidade de um terceiro artefacto, durante a agressão norte-americana em que foram sequestrados o presidente Nicolás Maduro e a Primeira Combatente Cilia Flores.
«Este é um golpe que pretende quebrar a nossa determinação, mas depara-se com um muro de dignidade». A ministra reiterou que a ciência venezuelana «não é para a guerra; é uma ciência enraizada na criação de conhecimento para a paz e o bem-estar do nosso povo».
No seu comunicado, destacou que, em 2025, a Venezuela foi reconhecida como centro de referência da ciência aberta, uma conquista impulsionada pelo IVIC, universidades, academias e cientistas nacionais. «Esse é o modelo que tentam destruir: uma ciência partilhada, soberana e ao serviço da vida», enfatizou.
#ENVIDEO | La ministra para Ciencia y Tecnología de Venezuela 🇻🇪, Gabriela Jiménez Ramírez, denunció la destrucción de cinco centros de investigación del Instituto Venezolano de Investigaciones Científicas (IVIC) como consecuencia de los ataques perpetrados por Estados Unidos pic.twitter.com/74OGoi0Gqk
— teleSUR TV (@teleSURtv) January 11, 2026
Jiménez Ramírez, licenciada e mestre em Biologia pela Universidade Central da Venezuela, fez um apelo à unidade nacional, especialmente à comunidade científica, académica, centros de investigação e participantes do Programa Nacional Semilleros Científicos. «Um povo que produz a sua própria ciência é um povo que não pode ser dominado», sublinhou.
Denunciou que o cerco imperialista tem procurado afectar não só a economia, mas também a inteligência científica e tecnológica do país. Diante disso, ele reafirmou que a resposta será “mais trabalho e mais consciência”, em cumprimento às instruções da presidente em exercício Delcy Rodríguez.
«O conhecimento é o espaço para consolidar a nossa independência e soberania nacional», concluiu e enfatizou: «Não poderão deter o avanço do conhecimento! Continuaremos a fazer ciência para a vida».
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