Venezuela

Jorge Rodríguez: erradiquemos, com amor, qualquer discurso racista que divida a Venezuela

O presidente da Assembleia Nacional lidera a marcha da Grande Peregrinação Nacional por uma Venezuela sem sanções e em paz, após a sua passagem pelo Amazonas, apelando à reconciliação e à rejeição das manifestações de ódio.

A Grande Peregrinação Nacional «Venezuela Vuela Libre» continua o seu percurso pelo sul do país. Nesta segunda-feira, 20 de abril, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, liderou a mobilização que entrou no estado de Bolívar vinda de Puerto Ayacucho, Amazonas. Durante a sua intervenção em solo bolivarense, o parlamentar exortou o povo a juntar-se a esta marcha para erradicar, a partir do amor e da força espiritual, qualquer discurso racista e extremista que tente dividir a nação.

Rodríguez rejeitou veementemente os recentes cânticos e expressões denegridoras proferidos em eventos públicos no estrangeiro, salientando que o extremismo procura desumanizar os venezuelanos, qualificando-os com epítetos racistas. «Temos de erradicar qualquer discurso de ódio», afirmou o presidente do Legislativo, ao mesmo tempo que lembrou que a cultura venezuelana se caracteriza pela solidariedade e pela dignidade humana, valores que se opõem às matrizes de opinião que tentam vender um conflito interno inexistente.

Sobre o impacto das medidas coercivas ilegais impostas à Venezuela por países imperialistas, o deputado salientou que as sanções não são meros documentos administrativos, mas sim um castigo quotidiano que afeta directamente o estudante, o camponês e a produção nacional.

Destacou a resiliência do povo de Guayana que, apesar das dificuldades económicas vividas nos anos anteriores, conseguiu resistir e avançar, demonstrando que a unidade é o único caminho para consolidar a prosperidade definitiva.

No seu discurso, Rodríguez sublinhou que esta mobilização não é exclusiva do Governo, mas sim um apelo a todos os venezuelanos, incluindo deputados da oposição, empresários, trabalhadores e movimentos religiosos que exigem o fim do bloqueio. Reiterou que o país está obrigado a uma reconciliação nacional para defender a soberania económica e permitir que as futuras gerações cresçam numa nação plenamente independente.

A peregrinação prevê um programa dinâmico que inclui a chegada à Guayana Esequiba no próximo dia 22 de abril, como parte do percurso sudeste que visa integrar todos os recantos do território. Esta manifestação de fé e marcha popular faz parte da estratégia de diálogo e convivência democrática que tem vindo a ser promovida pelo Parlamento para consolidar a paz social face às pressões externas.

Por fim, o presidente da AN confirmou que o objectivo é a grande marcha nacional de 1 de maio em Caracas, onde se espera um apelo unânime à comunidade internacional. Com o lema «Venezuela Vuela Libre», a peregrinação reafirma o espírito de 19 de abril de 1810, declarando que o povo venezuelano decidiu ser livre para sempre de qualquer tutela ou sanção estrangeira.

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