Duas vitórias de Cuba pela vida
"A nossa vitória é a vida, o facto de a população das províncias orientais ter conseguido proteger-se do furacão Melissa, e é também a vida de toda a nação defendida sem medo perante um império mentiroso e cínico", afirmou Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente do Conselho de Defesa Nacional, na reunião deste órgão transmitida no programa televisivo Mesa Redonda.
“Estes dias têm sido muito desafiantes, muito tensos, mas também muito instrutivos e muito ilustrativos do poder da unidade e da capacidade mobilizadora e aglutinadora do nosso Partido à frente da Revolução”.
“O perigo ainda não passou. Os ventos fortes e as chuvas torrenciais que o furacão deixou para trás, as águas que transbordaram dos seus leitos, as árvores e postes derrubados, a contaminação que se gera nessas circunstâncias… tudo isso pode favorecer a proliferação de danos, doenças e até mesmo a perda de vidas humanas e bens materiais que foram preservados no pior momento. Podemos perdê-los se houver negligência, se houver imprecisão”.
“Agora é importante fazer o levantamento orientado de todos os danos; sanar e controlar a situação epidemiológica; restabelecer os serviços de energia, comunicações, água potável; cumprir com um retorno responsável e ordenado dos evacuados aos seus locais de residência quando for orientado; retomar imediatamente os serviços de saúde e educação em todos os níveis; garantir a produção e distribuição de alimentos; salvar tudo o que for possível das colheitas de açúcar e café (…); restabelecer os serviços de atendimento à população e iniciar o resgate da infraestrutura danificada, sobretudo das habitações”.
“Hoje todos nós somos Fidel e Raúl. Hoje todos nós somos o Partido da unidade defendendo a vida. O nosso maior reconhecimento, num momento como este, é para aqueles que nas províncias orientais enfrentaram Melissa e para aqueles que nas Nações Unidas enfrentaram o império”.
“Vencer essas batalhas é apenas a obrigação de continuar vencendo as que estão por vir”.
Outro não! Do Mundo ao bloqueio
Cuba voltou a ser apoiada pela esmagadora maioria dos países que integram a Organização das Nações Unidas, que em número de 165 votaram nesta quarta-feira pela eliminação do bloqueio económico, comercial e financeiro do Governo dos Estados Unidos contra o arquipélago.
No entanto, não foi mais uma vitória em condições iguais às dos anos anteriores, pois, como nunca antes, a Casa Branca instruiu a realização de uma campanha de desacreditação, pressões e chantagem direta contra vários governos, em troca do voto adverso ou da abstenção, na aspiração inútil de negar o carácter genocida desse núcleo da guerra económica que é o bloqueio.
No entanto, também foi inédita a resistência do povo cubano, a quem corresponde a vitória da razão que impôs o voto favorável de 165 países contra sete e 12 abstenções: resultado pírrico da suja gestão diplomática que caracteriza a cúpula de Washington, em cumplicidade com aliados de sempre e comparsas de turno.
Na contagem dos votos, é claro: Estados Unidos e Israel, à frente de uma aliança comprada ou obrigada a pedir que se continue a ensaiar contra Cuba a mais longa política de asfixia económica contra qualquer nação. Mas não surpreende ninguém que os mesmos que financiam e disparam os mísseis que exterminaram 70 000 palestinianos em Gaza sejam os principais promotores deste outro genocídio por gotejamento para matar por fome, doenças e carências.
É um número esmagador que certifica outra derrota colossal da arrogância imperialista e expõe ao ridículo essa grande potência que tentou legitimar na ONU o crime do bloqueio à Maior das Antilhas, com o uso de suas melhores ferramentas: a intimidação e a extorsão política.
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