Argentina: Funcionários judiciais ocupam prédio em protesto contra a reforma de Milei
Os trabalhadores ractificaram a greve nacional contra a reforma trabalhista. A medida será acompanhada por manifestações em todo o país nesta terça-feira.
Os funcionários judiciais iniciaram nesta segunda-feira uma greve e ocuparam o edifício localizado na Diagonal 760 da Capital Federal, na Argentina, em resposta ao possível encerramento da Justiça Nacional do Trabalho e à aprovação no Congresso do projeto de reforma laboral.
Com uma greve de 48 horas, os trabalhadores enfrentaram-se numa manifestação contra a reforma que inclui a transferência dos processos da área laboral da jurisdição nacional para os tribunais da cidade de Buenos Aires, o que levaria a uma redução de postos de trabalho.
Durante a jornada, foi definida uma mobilização para terça-feira, promovida pelos funcionários como uma medida de “emergência” perante o que consideram uma tentativa de “desmantelamento” da justiça trabalhista.
Las calles de Argentina volvieron a ser el escenario de una masiva demostración de resistencia popular. Miles de trabajadores, movimientos sociales y centrales obreras se movilizaron hacia el Congreso de la Nación para repudiar lo que han denominado una "reforma esclavista",… pic.twitter.com/61Kcp9CxQ6
— teleSUR TV (@teleSURtv) February 20, 2026
Nesse sentido, a União dos Funcionários da Justiça da Nação (UEJN) denunciou em um comunicado “a gravíssima situação pela qual passa o Tribunal Nacional do Trabalho”.
O sindicato denunciou a “violação dos direitos laborais” e sublinhou que a reforma representa “uma rendição da justiça laboral e uma ameaça à protecção dos trabalhadores”.
Os trabalhadores alegaram “a gravidade do processo de desmantelamento em curso impulsionado por uma norma que viola de forma flagrante a Constituição Nacional, o que impõe a adoção de medidas excepcionais”.
“A aprovação, por parte dos senadores e deputados, do projecto centralista e regressivo promovido pelo Poder Executivo Nacional constitui uma verdadeira traição aos trabalhadores e à função constitucional que cumpre a Justiça do Trabalho”, afirmaram.
🚨⚖️ JUDICIALES TOMARON EL EDIFICIO DE LOS TRIBUNALES DEL TRABAJO
— Data Diario (@DataDiario) February 23, 2026
🪧 Trabajadores ocuparon la sede de la Justicia Nacional del Trabajo en Diagonal Roque Sáenz Peña 760, CABA, y declararon paro total en el fuero para hoy y mañana en rechazo a la reforma laboral.
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Da mesma forma, acrescentaram que “perante tal situação, é imprescindível aprofundar as medidas de acção directa, sem prejuízo da avaliação e promoção simultânea das acções judiciais pertinentes, orientadas a neutralizar os efeitos de uma lei manifestamente inconstitucional e contrária aos tratados internacionais com hierarquia constitucional”.
Ao mesmo tempo, ao precisar que “o avanço contra a Justiça Nacional reveste-se de extrema gravidade institucional e as suas consequências podem ser irreparáveis para a tutela judicial efetiva dos direitos laborais”, os trabalhadores acrescentaram que “não permitiremos o desmantelamento de estruturas essenciais do sistema judicial nem a violação dos direitos dos trabalhadores”. A “modernização” é rendição. A transferência é destruição».
De acordo com os trabalhadores, algumas disposições da reforma implicariam a dissolução gradual do foro trabalhista nacional e o encerramento de pelo menos 30 tribunais.
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