Argentina em retrocesso: sondagem confirma que 60,7% não voltariam a votar em Milei
Entre o eleitorado original do actual presidente, observam-se sinais de desgaste: 33,9% afirmam ter reduzido ou retirado o seu apoio.
Os meios de comunicação locais afirmam que o Governo de Javier Milei tem vindo a agravar o processo de desencanto social desde a sua tomada de posse em dezembro de 2023: uma sondagem revelou que 60,7% dos inquiridos não votariam na reeleição do presidente em 2027, num contexto de escândalos de corrupção e dos severos ajustamentos sofridos pela classe trabalhadora.
A consultora Zuban Córdoba divulgou os dados do inquérito, enquanto esta semana o Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) apresentará o valor da inflação do mês de março, que, segundo as previsões, deverá voltar a ser superior ao dos meses anteriores. Os dados divulgados pelo INDEC revelaram que, em fevereiro, a inflação foi de 2,9% e consolidou-se como o nono mês consecutivo de subida.
O estudo revela que a legitimidade eleitoral do partido no poder sofreu um declínio, uma vez que apenas 29,4% dos inquiridos afirmaram que votariam numa eventual reeleição de Milei, contra 60,7% que afirmaram que não.
📹🇦🇷| En Argentina, la deuda externa con el FMI toca los 37.000 millones de dólares, y se sabe que es imparable, mientras el ministro de Economía, Luis Caputo, pide a los ministerios reducir un 20% los presupuestos.
— teleSUR TV (@teleSURtv) April 13, 2026
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O principal motivo da rejeição ao Governo de La Libertad Avanza é «a má gestão económica», que se destaca como principal motivo, com 47,0%. Em segundo lugar, com 24,7%, surge «o incumprimento das promessas eleitorais», e em terceiro lugar, o aumento da incidência de factores de reputação associados a casos de corrupção, com 21,5%.
Neste sentido, a plataforma Página 12 considerou que tanto a economia, como as promessas de campanha não cumpridas e o caso de corrupção atribuído a Manuel Adorni — bem como o esquema de criptomoedas LIBRA e os subornos na Agência Nacional de Deficiência (Andis) — geram um mal-estar social que começa a refletir-se nos números.
O núcleo de apoio a Milei, segundo a análise da empresa de sondagens, baseia-se principalmente na confiança na sua liderança. É essa a opinião de 47 por cento dos inquiridos. A empresa de sondagens salientou «que uma parte significativa da sua base eleitoral responde tanto à adesão como à rejeição por motivos identitários».
🚨Empresarios argentinos advierten a Milei sobre el deterioro productivo y social del país
— teleSUR TV (@teleSURtv) April 13, 2026
🔴Once cámaras y asociaciones empresariales de Argentina publicaron este lunes una carta abierta al presidente Javier Milei, alertando sobre el "abrumador empeoramiento" de la economía… pic.twitter.com/bVcCV4nYHU
Mesmo entre o eleitorado original do atual presidente, observam-se sinais de desgaste: 33,9% afirmam ter reduzido ou retirado o seu apoio, principalmente devido à situação económica (47,7%), mas também por fatores relacionados com a credibilidade, como promessas não cumpridas (18,9%) e percepções de corrupção (12,7%).
48,2% dos inquiridos apoiariam uma aliança entre vários partidos para derrotar Milei e 46,4% votariam numa formação de centro que fosse «mais moderada».
Uma elevada percentagem considera que a Argentina precisa de um novo candidato que não esteja ligado a nenhum dos partidos atuais: 62,4 por cento.
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