Artigos de OpiniãoPaulo Da Silva

A Farsa em Três Actos: Como o Império Fabrica a Mentira para Justificar a Agressão Contra Cuba

A mentira fabricada. A verdade que resiste. A farsa em três actos.

Há uma coreografia que se repete. O império ensaia os mesmos passos, década após década, país após país. Primeiro, o cerco económico. Depois, a campanha de difamação. A seguir, a fabricação de uma “crise humanitária”. E, finalmente, o pretexto para a intervenção militar.

Cuba conhece esta coreografia melhor do que ninguém. São mais de 60 anos de ensaio. E agora, com a acusação fraudulenta ao General Raúl Castro, a escalada atinge um novo patamar.

Este artigo é um mergulho nos bastidores dessa farsa. Nele, vamos percorrer três actos. No primeiro, a hipocrisia de Washington ao acusar Raúl Castro por um acto de defesa da soberania nacional, enquanto protege os verdadeiros criminosos. No segundo, as raízes podres da extrema-direita cubano-americana, que construiu a sua “causa” sobre os cadáveres de 20.000 vítimas do regime de Batista. E, no terceiro, a guerra cognitiva nas redes sociais, onde se fabrica o caos para justificar a invasão.

O império mudou de tácticas, mas não mudou de objectivo. A mentira, hoje, é produzida em série – em tribunais, em noticiários, em publicações pagas, em algoritmos. E tu, camarada, és o alvo. Não deste artigo. Da guerra que ele denuncia.

Agora, lê com atenção. Porque o que vem a seguir não é uma teoria da conspiração. É a descrição do método.

1. A Ponta do Icebergue: A Acusação Hipócrita contra Raúl Castro

Este bloco aborda o artigo de Razones de Cuba “Por qué el Departamento de Justicia acusa a Raúl Castro y no a Trump”.

O primeiro artigo desmonta a mais recente farsa de Washington: a acusação ao General Raúl Castro por um incidente de defesa do espaço aéreo em 1996. A hipocrisia é revelada quando se contrasta esta acção com a impunidade concedida a Donald Trump, apesar dos seus próprios crimes e da clara e prévia advertência da FAA de que as provocações dos voos de “Hermanos al Rescate” poderiam levar a uma tragédia. O silêncio cúmplice das autoridades dos EUA transformou a legítima defesa da soberania cubana num acto criminoso, invertendo a lógica e os factos.

2. As Raízes da Mentira: A Longa História de Impunidade em Miami

Este bloco aborda o artigo “Verdades que no se dicen en Miami”.

O segundo artigo faz o trabalho de escavar o passado para explicar o presente. A mafia terrorista e a extrema-direita cubano-americana que hoje clama por invasão tem as suas origens na podridão do regime de Batista, que deixou um rasto de 20.000 mortos, exploração e miséria. Os verdadeiros criminosos que fugiram de Cuba foram acolhidos e protegidos pelos EUA, que nunca os extraditou para responder pelos seus actos. Esta secção estabelece que a “causa” defendida por esses grupos não tem qualquer base moral, sendo construída sobre os escombros de um sistema capitalista falido.

3. O Arsenal da Guerra Híbrida: “A Guerra Cognitiva no Facebook”

Este bloco aborda os dois artigos sobre a “guerra cognitiva”, que funcionam como um díptico.

A terceira parte da nossa narrativa mostra como a guerra se trava agora no campo da desinformação. O artigo descreve a maquinaria utilizada para fabricar um caos interno: convocatórias para manifestações inexistentes, reciclagem de vídeos antigos como se fossem actuais e convites a actos de sabotagem. O objectivo é criar a ilusão de um país ingovernável, uma “prova” do caos que justificará, mais tarde, uma “intervenção humanitária”.

A Grande Finalidade: Fabricar a “Demanda” por Invasão

Este bloco aborda o artigo “Guerra cognitiva en Facebook: así es como se fabrica la ‘demanda’ de invasión a Cuba”.

O último artigo fecha o ciclo e revela o objectivo estratégico de todos os actos anteriores. As sanções, a acusação judicial a Raúl Castro e, em paralelo, a guerra cognitiva nas redes, têm um propósito claro: criar artificialmente uma “demanda” por uma invasão militar a Cuba. A maquinaria de propaganda trabalha para saturar o público com mentiras e cenários de caos, de modo a que a agressão seja vendida como uma necessidade humanitária.

Nota Final: A Acusação

Este artigo não é uma análise. É uma acusação.

Acuso o império de praticar, há mais de seis décadas, um genocídio em câmara lenta contra o povo cubano. Não com exércitos a descoberto, mas com a fome como arma, com a falta de medicamentos como tortura, com o estrangulamento económico como método de extermínio. São mais de 60 anos de bloqueio – o mais longo da história – que já causaram perdas calculadas em biliões de dólares e, mais grave, em vidas humanas que se poderiam ter salvado.

Acuso o governo dos Estados Unidos de fabricar acusações fraudulentas contra líderes revolucionários, como Raúl Castro, numa tentativa desesperada de reescrever a história e justificar a agressão. O mesmo governo que protege e acolhe terroristas confessos, que financia a subversão dentro da ilha, que mantém uma base militar em território ocupado em Guantánamo, que viola sistematicamente a Carta da ONU e o Direito Internacional.

Acuso a máquina de propaganda imperial de fabricar, em laboratório, a “demanda” por uma invasão a Cuba. Sei como funciona: fabrica-se o caos nas redes sociais, reciclam-se imagens antigas como se fossem actuais, pagam-se complacentes para gritarem slogans pré-fabricados. O objectivo é criar a ilusão de um país ingovernável para vender ao mundo a necessidade de uma “intervenção humanitária”.

E acuso, finalmente, a cumplicidade silenciosa dos que, do nosso lado, suavizam o crime chamando-lhe “embargo” em vez de bloqueio. Esses também têm responsabilidade. Porque quando se normaliza a linguagem do inimigo, está-se a branquear o genocídio.

O povo cubano resiste. Mas a resistência tem um preço. E o preço é pago todos os dias – com apagões de 20 horas, com falta de combustível para cozinhar, com hospitais a funcionar à luz de velas, com mães que dividem o prato, com crianças que aprendem, no escuro, que a liberdade não se negocia.

A história, camarada, há-de perguntar: de que lado estiveste? Os que hoje fabricam a mentira, os que acusam fraudulentamente, os que financiam o caos – esses já escolheram o seu. Nós também.

¡Hasta la victoria siempre!

E que a verdade – a única – continue a cortar mais fundo do que qualquer mentira.

¡Patria o Muerte! ¡Venceremos!

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Paulo Jorge da Silva | Um activista português que viu, cheirou e sentiu o bloqueio. Pela soberania de Cuba. Pelo fim do cerco. Pelos milhões que, em silêncio, já decidiram de que lado estão. Porque os princípios, como Fidel ensinou, não se negoceiam.

"Para quem está cansado da narrativa única." 🕵️‍♂️

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