
Sheinbaum responde à nova ameaça de Trump: “O Estado do México existe”
A uma pergunta sobre a declaração de Trump de intensificar as operações terrestres, Sheinbaum respondeu: «Seria muito bom que o fizessem no seu território; é muito importante que ponham fim ao tráfico de armas».
A presidente Claudia Sheinbaum respondeu esta quinta-feira às novas ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, e do seu vice-presidente, JD Vance, que reiteraram a tese de que o Governo do México não combate suficientemente o tráfico de droga e voltaram a referir-se a possíveis ações militares em território mexicano.
«O presidente Trump tem a sua maneira de comunicar, não devemos dar importância a cada declaração, mas o povo do México sabe que estamos a trabalhar, e é isso que me importa. O povo do México sabe que todos os dias nos dedicamos de corpo e alma, com toda a nossa dedicação», afirmou a presidente na sua habitual conferência de imprensa.
#ENVIVO | ''En algunas de las llamadas con el presidente Trump comentamos el tema de la isla de Cuba y dijimos nuestra opinión. Cuba, a partir de este endurecimiento de la política contra Cuba, ha abierto ya su economía en muchas áreas. Hemos comentado esto en las llamadas, pero… pic.twitter.com/nVc7JcDL3V
— teleSUR TV (@teleSURtv) June 17, 2026
Depois de afirmar que Trump «não está bem informado», Sheinbaum lembrou ao presidente que «o Estado mexicano existe» e que funciona através das suas instituições e com funcionários como os secretários da Segurança, Omar García Harfuch; Defesa, Ricardo Trevilla Trejo, e da Marinha, Raymundo Pedro Morales Ángeles.
«Uma vez disse-lhe: “Senhor Presidente, o povo do México é muito corajoso, é um povo extraordinário e defende a sua soberania”. Essa tem sido sempre a nossa posição. Não vamos entrar, não queremos nem devemos entrar num debate pessoal», acrescentou Sheinbaum.
A uma pergunta sobre a declaração de Trump de intensificar as operações terrestres contra o tráfico de droga, Sheinbaum respondeu que «seria muito bom que o fizessem no seu território; é muito importante que ponham fim ao tráfico de armas».
Para além de descartar mais uma vez a possibilidade de o seu Governo autorizar a entrada de tropas estrangeiras no México, como pretendem os EUA, a presidente apresentou dados sobre a luta contra o tráfico de droga no país.
«Eis os resultados: uma redução de 46% nos homicídios dolosos e de mais de 70% na entrada de fentanil nos Estados Unidos por via terrestre, bem como um memorando de entendimento com as autoridades dos Estados Unidos para trabalharmos de forma coordenada», afirmou.
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