
O desemprego na Argentina durante o primeiro trimestre de 2026 aproxima-se do nível registado em 2001
O trabalho informal atingiu um recorde de 44,2%, o nível mais elevado desde a chegada ao poder do presidente Javier Milei.
Durante o primeiro trimestre de 2026, a Argentina registou uma taxa de desemprego de 7,8%, um valor que se aproxima dos níveis atingidos durante a crise de 2001, de acordo com dados oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).
Nos 31 aglomerados urbanos analisados, mais de um milhão e 100 mil pessoas ficaram sem emprego, o que inclui a perda de 52 mil postos de trabalho nesse período.
Ao mesmo tempo, o trabalho informal atingiu um recorde de 44,2%, o nível mais elevado desde a chegada ao poder do presidente Javier Milei. Actualmente, seis milhões de argentinos trabalham em condições informais, sem acesso à segurança social nem protecção contra imprevistos.
📉 EL DESEMPLEO FUE DEL 7,8% EN EL PRIMER TRIMESTRE: 1,1 MILLONES DE ARGENTINOS BUSCAN TRABAJO, SEGÚN EL INDEC
— Data Diario (@DataDiario) June 22, 2026
👷 La tasa de empleo fue del 44,8%. Son 13,5 millones de ocupados. Pero el empleo asalariado sigue cayendo y la informalidad alcanza al 44,2%. pic.twitter.com/QI7qT3wPlM
De acordo com os registos, 7,5 milhões de pessoas têm empregos formais, das quais cerca de seis milhões pagam contribuições para a reforma. O restante corresponde a trabalhadores por conta própria e empregadores.
Os trabalhadores informais, além de não disporem de direitos básicos, auferem os rendimentos mais baixos e enfrentam a incerteza de não terem garantido o pagamento pelo seu trabalho.
O investigador do Instituto de Estudos e Formação da CTA – Autónoma, Luis Campos, analisou os últimos dados sobre o emprego divulgados pela Secretaria do Trabalho da Nação. Salientou que o mercado de trabalho «continua a ajustar-se em termos de qualidade e não de quantidade».
Campos explicou que, embora o desemprego formal tenha diminuído 0,1%, a proporção de trabalhadores registados diminuiu de 57,8% para 55,7%. Em contrapartida, os trabalhadores informais aumentaram de 42% para 44,2%, consolidando um cenário de precarização.
A situação reflecte um panorama de desigualdades crescentes, em que milhões de argentinos dependem de empregos sem estabilidade nem direitos.
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